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Alunos do ensino médio de Curionópolis que dependem da rede pública de ensino foram pedir ajuda ao Ministério Público para melhorar as condições estruturais das escolas onde estudam. Segundo eles, além das condições precárias na estrutura, faltam até professores nas salas de aula e merenda escolar.

A situação de um dos banheiros na escola Almir Gabriel, onde cerca de 400 alunos do ensino médio estão matriculados, é ruim. A sala de educação física virou depósito de carteiras. A sala de informática está apenas com computadores antigos e mais carteiras amontoadas.

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O aluno Hudson Júnior conta que em dois anos matriculado na escola não assistiu a nenhuma aula de informática. O laboratório de pesquisa vive fechado porque, segundo os estudantes, faltam professores também. A situação mais difícil é para quem mora na zona rural e precisa estudar no centro. “Vem 6h da manhã, tem vezes que volta duas da tarde, fica até essa hora sem merendar, sem almoçar, sem nada para comer na escola”, disse Janiely da Silva.

Na escola Tancredo Neves, onde estudam mais de mil alunos, a quadra de esporte não está sendo usada há pelo menos cinco anos porque tudo está quebrado. “Somos obrigados a ir para outras escolas para a prática de educação física”, diz o jovem Rafael Santos.

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Em uma das salas, apenas um ventilador está funcionando, porque o outro quebrou e foi retirado. Devido ao calor intenso deste período, fica difícil assistir as aulas, segundo os alunos. Imagens registradas há cerca de duas semanas mostram um ventilador no chão após desabar do teto. Por pouco um aluno não foi acertado. “Está quente demais. O professor está explicando, não dá para concentrar”, disse a aluna Alice Gonçalves.

Como forma de protesto, os alunos foram para a frente do MP em Curionópolis e denunciaram os problemas. “Não importa se a cidade é pequena, também precisam olhar para cá porque a educação vem em primeiro lugar”, afirmou a estudante Carla Galvão.

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O promotor de Justiça diz que já informou a situação para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e que vai aguardar cinco dias para que o Estado se pronuncie. Os alunos também pedem contratação imediata de professores para cinco disciplinas. “Enquanto não tiver nenhuma resposta, a gente vai ficar sem vir para a escola, vamos para as ruas protestar pelo nosso direitos”, completou o jovem Jefferson da Paz.

A Seduc informou que as duas escolas mostradas na reportagem estão passando por um levantamento de dados para a ampliação e reforma de suas estruturas, mas o órgão não deu um prazo para a execução desse projeto. (G1)

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