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As obras do Hospital Regional de Parauapebas “Theophilo Soares de Almeida” devem ser concluídas em dezembro, segundo a direção da empresa Decol, responsável pela obra, mas só deve começar a funcionar daqui a seis meses, segundo informou o prefeito Valmir Queiroz Mariano, o Valmir da Integral (PSD), que visitou as obras na sexta-feira, 23. A construção da principal unidade de saúde do município já se arrasta há sete anos.

Vale ressaltar que o município teve que assinar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Pará (MPPA), para dar celeridade às obras. O último TAC foi assinado no final de agosto deste ano, para concluir a obra em um prazo de 90 dias, prazo que encerra no final de novembro.

Na visita de ontem, deu para perceber que ainda há muita coisa a ser feita na parte de acabamento da obra. Falta cerâmica em algumas alas e nenhum equipamento foi instalado ainda, bem como parte da fiação elétrica que está exposta. Alguns vasos dos banheiros estão sem tampa e também um dos elevadores não foi instalado. Funcionando mesmo, apenas o refeitório, onde foi preparado um almoço servido aos convidados do prefeito.

Se arrastando há tanto tempo, a obra sofreu diversas adequações. Como na planta original, o prédio foi projetado para ser um hospital municipal, teve que passar por alterações no projeto para se tornar um hospital regional. Ou seja, após concluído, o hospital deverá realizar atendimentos materno-infantil, hemodiálise e urgência em trauma de usuários do Sistema único de Saúde (SUS), não apenas na população de Parauapebas, mas também dos municípios próximos, como Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado dos Carajás. As adequações majoraram o orçamento original, que hoje chega a mais de R$ 50 milhões, segundo o Ministério Público.

Histórico

Em 2008, foi contratada a empresa Multisul Engenharia Ltda para realizar as obras da nova casa de saúde com valor de R$ 8.683.139,35, no prazo de 12 meses. Mas em razão da necessidade de se realizar adequações ao projeto inicial e alterações na execução do projeto, as obras foram paralisadas.

Posteriormente, em janeiro de 2011, a prefeitura contratou a empresa Decol Engenharia e Comércio Ltda, no valor de R$ 25.235.644,38, para realizar a execução do projeto de conclusão e ampliação do hospital. Mais novas adequações precisaram ser feitas e o valor dobrou, da mesma forma que o prazo para a conclusão da obra, fazendo com que o MPPA obrigasse a prefeitura a assinar TAC para tentar concluir o hospital. Aliás, o MPPA deve realizar nova visita à casa de saúde antes de finalizar o último TAC, assinado em agosto.

Enquanto o hospital não é concluído, o paciente que precisa de atendimento de alta complexidade precisa ser transferido para outros centros médicos fora do município.

Síntese: O Município teve que assinar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Pará (MPPA), para dar celeridade às obras. O último TAC foi assinado no final de agosto deste ano, para concluir a obra em um prazo de 90 dias, prazo que encerra no final de novembro. (CT Online)

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