Uma equipe de engenheiros visitou o porto de Vila do Conde nesta quinta-feira (8) para estudar uma forma de retirar os gados que morreram afogados após o naufrágio do navio libanês Haidar na última terça-feira (6). O grupo estuda uma forma de minimizar os impactos ambientais, realizando a retirada das quase 5 mil cabeças de gado que morreram durante o naufrágio. O comitê de gerenciamento de crise, que lida com a situação, informou que instalou um equipamento para sugar o óleo do navio, e que conseguiu retirar 50 bois mortos que devem ser incinerados.

De acordo com a prefeitura de Barcarena, outra preocupação é com a poluição dos rios e igarapés: a mancha de óleo que vazou do navio também preocupa: a poluição já chegou em todas as praias do município, que fica no nordeste do Pará.

“O grande problema do acidente é este. Hoje temos óleo em todas as praias do município, o município está todo parado, o ribeirinho que vivia em torno disto está 100% parado e ninguém decidiu nada”, disse Antônio Carlos Vilaça, prefeito de Barcarena.

As praias da cidade foram interditadas, e situação é sentida na pele pelos pescadores, como José Souza. “A gente não tá podendo pescar camarão porque a água está toda poluída, é muito óleo”, reclama.
Até comunidades mais afastadas sofrem com a poluição. No igarapé Dendê, a sujeira mudou hábitos do barqueiro Denilton dos Santos. “Eu passei a usar máscara porque o odor é muito forte. Não tem condições de ficar sem máscara aqui”, afirma.

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