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Uma operação conjunta do Procon Maranhão, Ministério Público, Agência de Defesa Agropecuária (Aged) e Polícia Militar resultou na apreensão de quase duas toneladas de queijo e derivados produzidos clandestinamente na Região Tocantina.

A apreensão foi feita no município de São Pedro da Água Branca, e o material foi incinerado no lixão de Cidelândia, pois, segundo o Procon, não havia condições dos produtos serem vendidos e consumidos.

Além das duas cidades, houve fiscalização em Vila Nova dos Martírios, Açailândia e Imperatriz. Nas duas últimas cidades a fiscalização foi para verificar a venda de leite e derivados produzidos irregularmente na região.

“Encontramos todas as irregularidades que você possa imaginar, desde a produção até mesmo as condições higiênicas sanitárias do local. Instalações completamente inapropriadas capazes de causar contaminações físicas, químicas e biológicas a quem consome aquele produto”, destacou a chefe do Setor de Leite da Aged, Alessandra Pontes.

A operação foi realizada após denúncia do Ministério Público, que investiga a atuação de queijarias na região desde 2012. “A ação busca preservar, em primeiro lugar, a saúde do consumidor, são produtos que não têm as mínimas condições de consumo. E também tratamos da saúde econômica das empresas, pois laticínios investem milhões para atender as normas e enfrentam concorrência desleal dessas queijarias”, disse o promotor do Consumidor, Sandro Bíscaro.

“O objetivo é mostrar para a população que esses produtos são impróprios para o consumo e que podem causar várias doenças. Os produtos precisão ter certificação da Aged para serem vendidos no Estado, pois é feito toda uma vistoria nesses estabelecimentos para ter um controle de qualidade do produto”, completou Alessandra Pontes.

Durante a ação, também foram apreendidos 210 rótulos falsos, que seriam usados para embalar os produtos. Segundo o presidente do Procon Maranhão, Duarte Júnior, a população deve ficar atenta aos rótulos dos produtos e denunciar quando não encontrar os rótulos com as informações completas.

“É muito importante que o consumidor saiba esses certificados não existem por acaso, eles são para orientar o consumidor e proteger aquilo que é mais importante: a vida, saúde e segurança do consumidor. Caso seja encontrado produtos com rótulos sem informações, é importante que o consumidor denuncie para os órgãos competentes”, ressaltou Duarte Júnior.

Ainda segundo o diretor do Procon, as fiscalizações vão continuar ao longo do ano, a partir de reclamações feita pela população ou denúncias de outros órgãos, como o Ministério Público e Aged. “Nosso objetivo é extinguir essa prática no nosso Estado e educar esse fornecedor e consumidor, para que sejam respeitados os direitos dos cidadãos”, afirmou Duarte Júnior. (iMirante)

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