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A crise financeira enfrentada pelo Tocantins que vem impactando diretamente a saúde, a educação, segurança pública e a negociação com servidores públicos em greve há mais de dois meses já não é novidade. Em entrevista ao Bom Dia Tocantins/TV Anhanguera desta quarta-feira, 19,o secretário da Fazenda Paulo Antenor de Oliveira, deixou claro que o governo não tem como atender as reivindicações dos sindicatos, que não há como manter o plano de saúde na forma atual e que a demissão de servidores não está descartada.

Quanto à dívida do Estado para com as instituições financeiras, referente aos empréstimos consignados em folha o secretário disse que o prazo para regularizar é quando o estado conseguir chegar a um equilíbrio financeiro e que hoje não existe essa possibilidade. Sobre uma proposta viável para o Estado e que atenda aos servidores, o secretário foi enfático ao afirmar que qualquer recurso a mais na folha de pagamento seria inviável. “Impossível. Aí sim seria um ato de improbidade, de irresponsabilidade se dermos o que os sindicatos estão pleiteando. Aí vamos matar gente na saúde, deixar crianças sem alimentos nas escolas. A conta não fecha”, ressaltou Oliveira.

Quanto ao plano de saúde dos servidores públicos, Oliveira ressaltou que ele está oneroso para o Estado, que terá que ser revisto e adotar o modelo federal poderia ser uma alternativa. “É pesado e vai ter que ser revisto. Da forma atual não vejo futuro para ele, mas não há uma definição do governo sobre isso”, frisou.

De acordo com o secretário, o corte de servidores é uma medida ainda não descartada para conter os gastos. “Se for necessário, porque se continuar nesse caminho lá na frente a demissão não vai ser opção, vai ter que ser efetivada. O governo vai ter que adotar medidas duras”, disse. (Jornal do Tocantins)

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