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Profissionais que trabalham com vaquejada na Região Tocantina realizaram um ato público na manhã desta terça-feira (11), na BR-010 e em frente ao Parque de Exposições Lourenço Viera da Silva para protestar contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou a vaquejada inconstitucional. O movimento foi pacífico.

Com apoio do Sindicato Rural de Imperatriz (SRI), os manifestantes exibiram faixas, estacionaram caminhões boiadeiros em fila, e fizeram uma mini cavalgada num trecho da rodovia e conversaram com a imprensa sobre o assunto.

O presidente do Sinrural, Renato Pereira disse que a vaquejada é uma atividade muito popular no Nordeste e essa decisão judicial, principalmente em momento de crise nacional, vai provocar grande impacto na economia dos Estados do Norte e Nordeste.

“A proibição vai atingir diretamente várias cidades que vivem basicamente da atividade de vaquejada”, ressaltou a liderança do Sinrural.

A preocupação de Renato Pereira é confirmada pela Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ).

De acordo com dados da entidade, em todo o Nordeste a proibição vai acabar com 120 mil empregos diretos e mais de 600 empregos indiretos.

A decisão do STF foi em julgamento de uma Ação ajuizada no Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, mas pode abrir precedente para que a atividade profissional seja extinta em todo o país.

O tema, também, ganhou as redes sociais em que foram muitos as postagens contra a proibição, que ganhou uma campanha chamada #EUAPOIOAVAQUEJADA.

Um profissional, por exemplo, lembrou que a vaquejada é uma atividade realizada com segurança para os peões e, principalmente, para os animais que são acompanhados por médicos veterinários de plantão, recebem proteção de calda e rabo artificial, fiscal de pista, tratador de cavalos, barraqueiro, equipe de curral, limpador de pista, artesão de couro e é proibido chicotear o cavalo, entre outras medidas de proteção. (iMirante)

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