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O Poder Judiciário e o Ministério Público do Pará (MPPA) convocaram os políticos de Parauapebas, no sudeste do Pará, que vão assumir os cargos públicos em 2017 para pedir transparência no mandato. A reunião foi um reflexo do último escândalo de corrupção na Câmara de Vereadores de Paraupebas, quando vereadores foram filmados recebendo propina para facilitar uma empresa em licitações.

Quatorze vereadores, o prefeito e o vice-prefeito eleitos se reuniram com juízes e promotores de justiça para tratar sobre a transparência na gestão pública. De acordo com o promotor de justiça Hélio Rubens, os órgãos de fiscalização estarão atentos para qualquer irregularidade e improbidade na administração pública.

“O Brasil mudou, Parauapebas mudou. Quem não entender isso, quem não compreender essa mudança vai ser arrastado pelos fatos e vai pagar um preço caro”, Hélio Rubens, promotor de justiça.

Na “Operação Filisteus 4”, deflagrada no início da semana e que investiga denúncias de corrupção na Câmara Municipal de Parauapebas, foram decretados pelo promotor de Justiça Hélio Rubens Pinho os pedidos de prisão contra Hamilton Ribeiro e o sobrinho Pedro Ribeiro. De acordo com o MPPA, os vereadores recebiam propina dos empresários.

O esquema foi descoberto depois da divulgação, em redes sociais, de vídeo onde os vereadores apareciam recebendo o dinheiro. O sobrinho do empresário, Pedro Ribeiro, que aparece fazendo os pagamentos está foragido depois de ter a prisão preventiva decretada.

A justiça afastou do cargo o verador Maridé Gomes (PSC) que aparece em um dos vídeos recebendo R$ 10 mil.
A câmara de vereadores de Parauapebas é composta por 15 parlamentares. Eles se reúnem uma vez por semana e cada um recebe por mês salário de um pouco mais de R$ 11 mil, com os benefícios, o valor passa de R$ 14 mil.

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