A Justiça Federal decretou a prisão preventiva ao ex-governador do Estado Sandoval Cardoso (SD) e mais oito pessoas. Eles, que já cumpriam prisão temporária, com o fim do período previsto para este sábado, 22, às 23h59, agora estão sem data de soltura. A Polícia Federal solicitou à Justiça Federal, na última quinta-feira,a conversão da prisão temporária para a preventiva, que foi concedida na tarde deste sábado, 22.

Tiveram a prisão preventiva decretada Sandoval Cardoso; Alvicto Ozores Nogueira (Kaká Nogueira); Francisco Antelius; Wilmar Oliveira de Bastos; Geraldo Magela Batista; Marcus Vinícius Lima Ribeiro; e Humberto Siqueira Nogueira, sendo que este último havia sido liberado por meio de decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e até o momento, após o decreto de sua prisão preventiva, está sendo procurado pela PF.

Além dele, Donizeth de Oliveira, que está foragido da Justiça, também teve a prisão preventiva decretada.  Bruno Marques Rocha,que se apresentou à Justiça na última segunda-feira e teve a prisão temporária prorrogada até o próximo dia 25, não está na lista dos presos que tiveram a prisão preventiva decretada.

Já Ciro Caetano da Silva, teve sua liberdade concedida pela Justiça Federal e deve ser solto a partir de meia noite de hoje. A decisão ainda mantém a prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico, do empresário Rossine Aires Guimarães.

Todos eles tiveram o mandado de prisão temporária decretado no último dia 13, quando foi deflagrada a Operação Ápia, uma força-tarefa da Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU).

Confira a lista de presos, foragido e liberados:

Foragido
1. Donizeth de Oliveira – fiscal de contrato da Agetrans – prisão preventiva decretada

Presos na CPPP
1. Sandoval Cardoso –  ex-governador do Estado – prisão preventiva decretada
2. Kaká Nogueira – ex-presidente da Agetrnas – prisão preventiva decretada
3. Francisco Antelius Servulo Vaz – dono da Epeng – Empresa Projetos de Engenharia – prisão preventiva decretada
4. Marcos Vinícius Lima Ribeiro – representante da MVL Construções – prisão preventiva decretada
5. Wilmar Oliveira de Bastos – representante da EHL – prisão preventiva decretada
6. Bruno Marques Rocha – coordenador de obras da Agetrans – prisão temporária válida até o dia 25
7. Humberto Siqueira Nogueira – representante da CSN Engenharia – prisão preventiva decretada

Preso no QCG
1. Geraldo Magela Batista de Araújo – sócio representante da Construtora Barra Grande – prisão preventiva decretada

Prisão Domiciliar
1. Rossine Aires Guimarães – proprietário da CRT Construtora

Liberados pela Justiça Federal
1. Jairo Arantes – sócio e representante da CRT Construtora
2. Ramilson Ferreira de Oliveira – integrante da Comissão de Licitação
3. Pedro Olímpio Pereira Furtado Neto – fiscal de contrato da Agetrans
4. Luciano Nogueira – fiscal de contrato da Agetrans
5. Valdemiro Teixeira – fiscal de contrato da Agetrans
6. Murilo Coury Cardoso – chefe de gabinete da Agetrans
7. Luciene da Silva Oliveira – funcionária e representante da CRT Construções
8. Renato Hllunder – representante da CCM – Construtora Centro Minas
9. Stemir de Souza Pereira – diretor da Agetrans
10. Renilda Martins Rezende – integrante da comissão
11. Ciro Caetano da Silva – integrante da Comissão de Licitação

Entenda

A Polícia Federal deflagrou na manhã do último dia 13 a operação que tem por objetivo desarticular organização criminosa que fraudou contratos da ordem de R$ 1,2 bilhões em licitações no Tocantins, celebrados para terraplanagem e pavimentação asfáltica em diversas rodovias estaduais.

Batizada de Operação Ápia, a investigação apontou esquema envolvendo empresas, órgãos públicos de infraestrutura e agentes públicos do Estado nos anos de 2013/2014, inclusive os ex-governadores Sandoval Cardoso e Siqueira Campos são alvos de investigação.

Os recursos obtidos pelo Estado para custear as obras foram conquistados através de empréstimos bancários internacionais e com recursos do BNDES, tendo o Banco do Brasil como agente intermediário.
Foram expedidos 113 mandados judiciais. São 21 mandados de prisão temporária, 48 de condução coercitiva e 46 de busca e apreensão.

No Tocantins, os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Araguaína, Gurupi, Goiatins, Formoso do Araguaia, Riachinho e Palmas. A operação também está foi executada nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, em Goiás. No Maranhão, em São Luís, Governador Nunes Freire e Caxias. Também estão sendo cumpridos mandados judiciais nas cidades de Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Brasília (DF) e Cocalinho (MT).

Os investigados responderão pelos crimes de formação de cartel, desvio de finalidade dos empréstimos bancários adquiridos, além de peculato, fraudes à licitação, fraude na execução de contrato administrativo e associação criminosa. (Jornal do Tocantins)

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