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“Se precisar de demissões, faremos as demissões”, afirmou o governado do estado, Marcelo Miranda (PMDB), após uma reunião realizada na manhã desta terça-feira (25). Junto com o secretariado, ele discutiu no Palácio Araguaia, em Palmas, ajustes de contas e ampliação de medidas para contenção de gastos.

“Nós vivemos um momento difícil. O cenário nacional requer muitas preocupações e entendo que todos os governantes tenham sobre seus ombros grandes responsabilidades. Nós não podemos errar nesse momento. Eu na condição de governador desse estado, um estado tão jovem, promissor, chegou o momento de tomarmos decisões muito seguras e nós tomaremos. Se precisar de demissões, faremos as demissões. Nós sabemos dos momentos que estamos vivendo. A economia pode ser crescente, mas sabemos que o Tocantins precisa de um reforço maior”, disse.

“Prefiro dizer que estamos trabalhando há algum tempo para evitar isso, mas está chegando num momento decisivo para eu possa tomar essa decisão. Se tiver que demitir, nós faremos as demissões”, reforçou.

Segundo o Estado, contenção de gastos, otimização de recursos e redução de pessoal fazem parte de um conjunto de estratégias que o governo deverá adotar imediatamente.

Conforme o estado, o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Antenor acredita que a área econômica ainda mostra um cenário positivo, apesar da crise. Mas ele reforçou a necessidade de ajustes e o corte de despesas.

De acordo com o secretário, há uma projeção de perda real de, no mínimo, 360 milhões de reais do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para 2016.

Ainda segundo o Estado, um dos temas citados e defendidos pelo governador é o Projeto de Lei nº 2.617/15, que altera a Lei de Repatriação de Recursos, em tramitação no Congresso Nacional. Para o governador, os recursos provenientes da repatriação representariam mais caixa para o Tocantins e, “consequentemente, mais investimentos em saúde e educação, por exemplo. Temos defendido esses recursos com muita firmeza em Brasília”, disse.

Medidas

Conforme o estado, para o secretário de Estado da Administração, Geferson Oliveira, há uma necessidade urgente de redução de custeio da máquina. Ele acredita que o equilíbrio nas contas do governo passa, fundamentalmente, pela desoneração, inclusive sobre contratos e comissões.

Com esses ajustes, de acordo com o secretário, haverá possibilidades de perspectivas positivas, inclusive com o enquadramento do Estado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) já para o próximo quadrimestre (abril 2017).

Conforme o estado, uma espécie de força-tarefa entre todas as pastas para a executar as medidas de ampliação no corte de gastos, principalmente mantendo a governabilidade acima de partidos e interesses pessoais, foi mais uma das recomendações do governo durante o encontro.

Nos próximos dias, o governo deve anunciar as medidas de contenção das despesas com custeio e pessoal. A reunião desta terça-feira funcionou também como uma prévia para isso. (G1)

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