A Secretaria de Saúde de Araguaína está acompanhando 11 casos de bebês que nasceram com microcefalia no município. As crianças estão com menos de dez dias de nascidas e foram diagnosticadas com a doença. De acordo com a coordenadora do programa de Combate à Dengue em Araguaína, Mariana Parente, foram realizados exames de tomografia, ultrassom e de análise de líquido da medula óssea dos bebês e das mães para saber se existe uma relação com o zika vírus, também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. “Ainda não podemos afirmar que esses casos de microcefalia têm ligação com o zika vírus. Os exames vão apontar isso ainda”, disse.

Das 11 crianças que nasceram com microcefalia em Araguaína, seis são do próprio município e as demais de outras cidades da região. A doença é uma má formação no crânio que pode afetar a fala e a coordenação motora, segundo os médicos.

Até ontem, segundo o Ministério da Saúde, já eram mais de 740 casos de zika vírus em 18 estados brasileiros. No Tocantins, seis casos foram registrados: um em Araguaína, um em Colinas e quatro em Palmas. O contato de gestantes com esse tipo de vírus pode provocar a microcefalia. Mas ainda não há um estudo que comprove a relação do zika vírus com a doença que vem afetando bebês em todo o País.

A maior parte dos casos de microcefalia foi registrada na região Nordeste do Brasil. A Secretaria de Saúde de Araguaína não confirmou se as mães dos bebês que nasceram com o problema no município estiveram antes ou durante a gestação em estados onde os casos da doença já foram confirmados pelo Ministério Saúde.

Orientação

Durante esta semana, a equipe de saúde municipal se reuniu para discutir o trabalho de combate ao mosquito transmissor da dengue e do zika vírus. As equipes de atenção básica também estão orientando a comunidade nos postinhos de saúde sobre os cuidados na gestação para evitar que o vírus cause problema ao bebê.

A assessoria de comunicação da Maternidade Dom Orione informou que somente a partir da próxima semana a equipe médica deve se posicionar sobre os casos dos recém-nascidos microcéfalos de Araguaína. A maternidade disse ainda que as mães e os bebês já receberam alta.

A Secretaria Estadual da Saúde afirmou, em nota, que já mobilizou uma equipe técnica para realizar uma força-tarefa para investigar os casos de microcefalia possivelmente relacionados com o zika vírus no Norte do Estado. A orientação da Sesau e do próprio Ministério da Saúde é o combate, principalmente, em casa, ao mosquito que transmite a dengue, febre chikungunya e o zika vírus.

Ainda conforme a Sesau, em decorrência do cenário atual de aumento de casos de microcefalia no Brasil, foi declarada, no início deste mês de novembro, Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. A Sesau garante que está “realizando um trabalho de divulgação dessas informações às secretarias municipais de saúde e unidades de saúde a fim de sensibilizar quanto à ocorrência de possíveis eventos de microcefalia”.

Dengue

Do mesmo modo que o mosquito transmite o zika vírus, também contamina a população por dengue. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses, de janeiro a outubro deste ano, foram 816 casos confirmados de dengue em Araguaína. O aumento é de 69% em relação ao número de casos registrados em todo o ano de 2014, quando foram contabilizadas 416 confirmações da doença na segunda maior cidade do Tocantins. “Em 2012, tivemos uma epidemia. A preocupação é que o período sazonal geralmente é de quatro em quatro anos. Ano que vem temos que reforçar os cuidados em casa para não enfrentarmos uma situação crítica em relação à dengue. Por isso, pedimos o apoio da população”, finalizou a coordenadora Mariana Parente. (Jornal do Tocantins)

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