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Continua interditada a BR-153, no município de Colinas do Tocantins, no Km 242. Os caminhoneiros iniciaram no domingo protestos em rodovias de ao menos 14 Estados, após não entrar em acordo com o governo federal em relação às suas reivindicações. Segundo a Polícia Rodoviária Federal do Tocantins (PRF), a passagem na rodovia está sendo liberada somente para ambulâncias, automóveis e ônibus, e até momento não há previsão de liberação.

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-TO), Eduardo Pereira, contou que a greve já começa a afetar o abastecimento de combustível em algumas cidades. “Não sei exatamente quais cidades estão sendo afetadas, mas em Araguaína já tem alguns postos sem combustível. Isso porque os revendedores da cidade buscam no Maranhão ou em Palmas. E está tendo um bloqueio em Colinas e outro na divisa do Estado, em Estreito do Maranhão”, disse. Ele destacou que Palmas não está sendo afetada, pois a base é muito próxima. Pode ser que venha afetar, mas acredito que não seja.

Pereira ressaltou que também está havendo mais pânico do que a falta de combustível. “Criou se pânico na sociedade em relação a essa falta e as pessoas estão aproveitando para completar o tanque, pois se chegar a acabar em todos os postos, será necessário a greve acabar para voltar a transportar”, explicou.

Paralisação

As paralisações atingem principalmente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Norte e Bahia.

O Planalto alega que atendeu a maior parte das reivindicações da categoria que, em abril, fez sua última paralisação do ano. O grupo de caminhoneiros que convocou a greve – liderados pelo Comando Nacional do Transporte que se declara independente de sindicatos – continua com uma série de reivindicações.

Os manifestantes pedem a redução do preço do óleo diesel, a criação do frete mínimo (este o governo reconhece que não conseguiu atender), salário unificado em todo o país e a liberação de crédito com juros subsidiados no valor de R$ 50 mil para transportadores autônomos. O grupo também quer ajuda federal para refinanciamento de dívidas de compra de seus veículos. (Jornal do Tocantins)

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