cena

As investigações sobre a causa do acidente com o avião agrícola no Aeroporto Industrial de Balsas (MA), no sul do Estado, devem começar nesta terça-feira (10). Peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) de Manaus (AM) devem chegar à cidade nas próximas horas.

O acidente aconteceu por volta de 16h30 dessa segunda-feira (9). O monomotor era de uma empresa ligada ao agronegócio. Segundo testemunhas, o piloto – José Mauro Jaques de Medeiros, de 60 anos – ainda tentou evitar a tragédia, mas não conseguiu.

Há cerca de três anos, o piloto José Mauro perdeu um filho em acidente aéreo. Charles Medeiros, que também era piloto agrícola, caiu numa fazenda de soja próxima a Balsas.

O acidente

José Mauro de Medeiros perdeu o filho também em acidente aéreo
José Mauro de Medeiros perdeu o filho também em
acidente aéreo

Fotografias tiradas momentos após o acidente mostram que avião pegou fogo logo depois de cair próximo à cabeceira da pista do aeroporto.

O piloto Eduardo Canedo, companheiro de trabalho de José Mauro, estava no aeroporto no momento do acidente. Segundo ele, o tempo entre a decolagem e o acidente foi muito rápido.

“Tudo ocorreu em fração de segundos. O avião gasta mais ou menos 25 segundos para correr de uma cabeceira a outra. Então, ele iniciou a decolagem, e coisa assim de 10 segundos aconteceu tudo isso aí. Muito rápido. Não tem ninguém hoje, nesse momento, falar: não, o que causou, foi um pneu que furou, ou foi combustível. Algumas coisas você pode descartar. Combustível, por exemplo, é uma delas pelo tamanho do fogo. Então, a gente não tem como falar ‘foi isso que causou o acidente’”, conta o colega.

A sede do Corpo de Bombeiros fica ao lado do aeroporto, o que permitiu o rápido socorro. O fogo foi controlado, mas não foi possível salvar o piloto, que morreu carbonizado.

“Nós informamos o Cenipa, que é o órgão responsável por investigações de acidentes aéreos. Eles estão se deslocando de Manaus para cá. Nós vamos fazer só a liberação da pista, puxar o avião o mínimo possível para fora da pista de rodagem, tentar preservar todos os indícios para eles fazerem as análises”, explica o delegado regional Diego Schiavinne. (G1)

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