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O juiz federal Roberto Carvalho Veloso negou, na tarde desta quinta-feira (19), o pedido de prisão preventiva do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, investigado na Operação Sermão aos Peixes, da Polícia Federal, por supostos desvios de verbas da pasta entre 2010 e 2013, no Maranhão.

Na decisão, o magistrado acolhe parcialmente os pedidos da PF, aplicando medida cautelar que recolhe o passaporte do ex-secretário e o impede de se ausentar da Ilha de São Luís sem autorização da Justiça.
O juiz também concedeu mandado de busca e apreensão a ser cumprido na residência de familiares de Ricardo Murad, localizada no Olho d’Água, em São Luís.

O pedido de prisão preventiva havia recebido, na quarta-feira, parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF). A PF baseou a solicitação na suspeita de destruição de provas dos desvios, supostamente ocorridos na gestão da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney.

Operação

A Operação Sermão aos Peixes investiga um esquema de desvio de verbas do Fundo Nacional de Saúde (FNS), pelo qual teriam sido transferidos mais de R$ 200 milhões em recursos federais para campanhas eleitorais no estado maranhense.

Durante a gestão de Ricardo Murad, a saúde pública estadual era terceirizada no Maranhão. Ao transferir a atividade para entes privados, o gestor teria fugido dos controles da Lei de Licitação, empregando profissinais sem concurso público e contratando empresas sem licitação.

No período de investigação, o Ministério da Saúde destinou R$ 2 bilhões em recursos da União para o Fundo Estadual de Saúde do Maranhão. Desse total, R$ 1,2 bilhão teria sido desviado, de acordo com o delegado da PF, Sandro Jansen.

Defesa

O ex-secretário divulgou, na quinta-feira (19), nota à imprensa rebatendo as informações sobre desvios durante período em que geriu o órgão público. No documento, ele ressalta “trabalho, dedicação e seriedade com os recursos públicos”.

Ele garantiu que atendeu prontamente a determinação da Justiça Federal para prestar depoimento, que teve mais de 15 horas de duração, e reiterou estar à disposição da Justiça, Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) para novos esclarecimentos. (G1)

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