f_Obras Grota Criminosa

As operações iniciadas no ano passado na Grota Criminosa, em marabá-PA, seguem sem previsão de conclusão. O término das obras de contenção de cheias, macro drenagem e urbanização da bacia do córrego na área estava programado para o fim deste ano, porém, é possível que a situação se estenda por mais tempo.

Segundo o engenheiro responsável pela obra, Jaime Pessoa, da construtora Artec, o atraso no repasse de verbas para a Prefeitura Municipal feito pelo Governo Federal prejudicou o cronograma previsto. “O andamento das obras na Grota está de acordo com a demanda de recursos. O governo tem atrasado os pagamentos, e isso fez com que a obra não andasse conforme o que foi acertado com a Prefeitura”, afirmou.

Dejaci Pereira, moradora do local, revelou que teme o período de chuva, apesar de a Prefeitura ter realizado a limpeza do canal. “De ontem para cá, a galeria começou a encher, e olha que nem está chovendo. E quando começar a cair o aguaceiro, como é que vai ficar?”, indagou. Ela ainda torce pela conclusão antes que o inverno comece, e novamente a obra seja paralisada. “Não aguento mais, já fomos muito prejudicados durante as enchentes no inverno”, desabafa.

O engenheiro responsável pela obra disse, no entanto, que a empresa está se empenhando para concluir tudo o mais rápido possível. “No momento, a equipe está focada em terminar as obras de canalização, que é a principal estrutura planejada para o combate de enchentes. Enquanto isso não ocorre, estamos fazendo um desvio no perímetro do córrego para escoar a água”, explica, reiterando que as obras de asfaltamento, urbanização e macrodrenagem só serão realizadas após o término da canalização do córrego.

Ele ainda acrescentou que as obras realizadas na Grota Criminosa seguem rigorosamente o projeto de engenharia, mas que algumas interferências externas feitas em toda a extensão do córrego provocam à elevação da água.

Para Francisco Avelino, que reside há 16 anos na Grota Criminosa, muitos moradores já passaram tanto aperto por conta das intempéries que acabaram se resignando. “Um dia essa obra vai sair”, resume. (Correio Tocantins/Nathália Viegas com informações de Josseli Carvalho)

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