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A motorista Leila Cardoso trabalha com transporte de madeira. Com seu caminhão, ela precisa fazer a travessia próximo à Ponte Moju Cidade, no nordeste do Pará, toda semana, usando a balsa. Antes do acidente ocorrido em março do ano passado, quando uma embarcação bateu e destruiu uma coluna da estrutura da ponte, o trajeto não era tão cansativo. “Passo por aqui, geralmente, duas vezes por semana. Às vezes é uma demora, uma confusão, um cansaço. Com a liberação da ponte vai ser muito melhor, e voltar a ser como antes. Ela vai mudar a vida de todo mundo. A gente conta com isso”, diz.

Falta concluir pouco mais de 10% da obra de recuperação na Ponte Moju Cidade, executada pelo governo do Estado. O fim dos trabalhos está previsto para 31 de dezembro, segundo a Secretaria de Estado de Transportes (Setran). Todas as quatro vigas, com 21 toneladas cada, foram içadas. A última delas foi erguida nesta quarta-feira (11).

“Com essa etapa de hoje (quarta), atingimos 88% do total executado da obra. Posteriormente faremos a solda e o travamento desta viga metálica com a estrutura remanescente, e na sequencia o lançamento das pré-lajes e a armação das ferragens do tabuleiro da ponte. Em seguida, faremos a concretagem final, que vem concluir o trabalho de recuperação deste trecho colapsado”, detalha o engenheiro fiscal da Setran, Paulo Mariano.

Até o fim do ano, serviços complementares também estão previstos, como sinalização e asfaltamento. “Temos ainda serviços que vão complementar tudo isso, como o asfaltamento de toda a extensão da ponte, sinalização e iluminação. Tudo para que, quando liberada para o tráfego, a ponte esteja totalmente recuperada. É essa a nossa finalidade”, frisa o engenheiro da Setran.

Laudo feito por especialistas após o acidente, ainda em 2014, recomendou a reconstrução do trecho de 72 metros da ponte, correspondente ao vão anterior e posterior ao pilar 14, que ruiu ao ser atingido pela balsa. Além disso, aconselhou o fortalecimento da estrutura remanescente em toda a área de propagação do impacto provocado pelo choque, cerca de 240 metros entre os vãos 12 e 17. O içamento da última viga do módulo 5 fecha totalmente a parte da ponte que foi colapsada. (Tatiane Dias)

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