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O secretário municipal de Trânsito e Transportes (Setran), José Ribamar Alves Soares (Cabo J.Ribamar) afirmou nesta terça-feira (3), que o município vem tomando medidas para acabar com a greve no transporte público.

A paralisação de motoristas e cobradores da Viação Branca do Leste (VBL), empresa detentora da maioria das linhas do transporte de passageiros, já passa de um mês e não tem previsão de acabar.

Em entrevista Cabo J. Ribamar adiantou que está sendo feito um relatório da situação do transporte público em busca de solução nos próximos dias.

“Não estamos parados, vamos oferecer uma alternativa para a população o mais rápido possível. O que não pode é as pessoas procurando culpados, vamos resolver o problema porque é esse o papel da prefeitura”, garantiu.

O titular da Setran, também, rebateu as críticas da direção da empresa VBL que acusa a pasta de não fiscalizar a exploração do transporte clandestino de passageiros na cidade. Ele afirmou que prefeitura tem atuado tão firme que até mesmo um projeto de lei aprovado pela Câmara para criar o táxilotação foi vetado pelo prefeito Sebastião Madeira.

“Nós da Secretaria de Trânsito temos executado as ações necessárias e devidas. Apontar a situação hoje da cidade não é a mesma de antes da greve, é obvio que o passageiro precisa se deslocar e procura a alternativa dele”, alegou o secretário.

O secretário, admitiu, pela primeira vez que até mesmo o rompimento do contrato de concessão firmado entre prefeitura e VBL para a exploração do transporte é uma das alternativas.

“Há uma possibilidade de até se romper esse contrato, considerando que a VBL não está cumprindo com as clausulas contratuais que hoje são assinadas, elaboradas e justificadas através de processo licitatório”, adianta.

O Cabo J. Ribamar explicou sobre o motivo que leva a prefeitura a não quitar uma dívida com a VBL. Segundo ele, a empresa tem pendências que impedem o recebimento desse pagamento.

“A prefeitura reconhece o débito, a empresa é que não oferece as condições de receber. E a Vara do Trabalho bloqueio esse crédito que a VBL tem com a prefeitura e mesmo que a VBL tivesse condições de receber hoje não receberia em razão do bloqueio”, finalizou o secretário.

A empresa alegou em audiência no Ministério Público do Trabalho que não paga os salários dos trabalhadores, principal motivo da greve, devido a falta de recursos, e condicionou a quitação com os trabalhadores ao recebimento de uma dívida da prefeitura. (iMirante)

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