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O advogado de Marcelo Miranda (PMDB), Solano Donato, negou que o governador do Tocantins tenha envolvimento com atos de corrupção. Ele prestou depoimento durante aproximadamente 4h, na sede Justiça Federal, em Palmas, na tarde desta segunda-feira (28) e deixou o local sem se pronunciar sobre o assunto.

O governador é alvo operação da Reis do gado, na qual a polícia investiga corrupção e lavagem de dinheiro no Tocantins entre os anos de 2005 e 2012. Além disso, identificou que R$ 200 milhões foram lavados.

“O governador respondeu todas as perguntas naturalmente, não tem absolutamente nada a esconder. Foi um depoimento tranquilo. Formalmente não há qualquer tipo de acusação, é um inquérito policial. Está sendo feita uma investigação e ele está colaborando. Ele não tem envolvimento com qualquer tipo de ato irregular”, afirmou o advogado.

O ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que veio a Palmas para acompanhar o depoimento de Marcelo Miranda, retornou para Brasília. Ele tem foro privilegiado pelo fato de ser governador.

A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Marcelo Miranda, que não foi encontrado no local. Ele chegou a Palmas no final desta manhã para prestar depoimento na Justiça Federal.

O ex-governador Siqueira Campos foi conduzido coercitivamente. O chefe da Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado, Cleyber Malta, explicou que ele foi levado para prestar depoimento porque foi verificado que algumas empresas que estabeleceram contratos em 1998, na gestão dele, para a construção de pontes, permaneceram executando serviços em várias gestões.

“A partir do estabelecimento dos contratos das pontes, percebemos que o grupo permaneceu e apenas alternou-se em relação aos diversos governadores que iriam passando. Havia sempre uma tentativa de composição destas empresas com os governadores para que permanecessem fazendo obras e pagamento de propina para a manutenção destes contratos. A propina era paga tanto para o recebimento das obras, quanto em forma de doação de campanha”, explicou Malta.

A assessoria de comunicação do ex-governador disse que ele prestou depoimento na na sede da Polícia Federal, em Palmas, na condição de testemunha. “O ex-governador Siqueira Campos não é investigado na operação e reitera prosseguir à disposição da Justiça e da Polícia Federal para prestar qualquer esclarecimento sempre que for solicitado”, informou em nota. (G1)

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