Os servidores públicos do quatro geral decidiram encerrar a greve, que já dura 87 dias, em oito cidades do Tocantins. Os funcionários devem voltar ao trabalho a partir da próxima segunda-feira (7) no municípios do Bico do Papagaio, Araguatins, Tocantinópolis e Augustinópolis. Em outros municípios do estado como Gurupi, Dianópolis, Guaraí, Pedro Afonso e Taguatinga, também chegaram ao fim. Assembleias gerais foram realizadas nesta quinta-feira (3).

Em Palmas e Araguaína, a maioria dos servidores decidiu pela continuidade da greve. O movimento começou no dia 9 de agosto para cobrar o pagamento dos retroativos da data-base de 2015 e a implantação do índice de 9,8307% referente a data-base 2016, além de retroativos.

Saúde

Os servidores da saúde também realizaram reunião para decidir sobre a continuidade da paralisação. Eles decidiram manter a greve e sugeriram uma nova proposta: que o índice de 9,8307% seja pago da seguinte forma: 3% em janeiro, 3% em abril e 3,8307% no mês de julho, todas em 2017.

Os servidores também querem o pagamento do retroativo da data-base 2015 e 2016 ambos no exercício de 2017. Os servidores também aceitaram a proposta de redução da carga horária de 8 para 6h do funcionalismo público. A proposta ainda será protocolada.

Educação

Segundo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), José Roque, ficou decidido após assembleia realizada nesta quinta-feira (3) que greve na educação continua.

Governo

A última proposta do governo é de pagar a data-base de 2015 em 12 vezes a partir de janeiro de 2017. Em relação à data-base de 2016, o pagamento seria dividido em três parcelas: um percentual de 2% seria pago em janeiro, mais 2% em maio e o restante em setembro do ano que vem.

O governo do Estado esclarece que já informou ao Movimento de União do Servidores Públicos Civis e Militares do Tocantins (Musme), via ofício, que descarta qualquer possibilidade de alterar as propostas feitas para o pagamento da data-base.

O governo informou ainda que, em razão da crise financeira, não tem condições de alterar a proposta e conta com o bom senso dos servidores e aguarda o restabelecimento pleno e funcionamento dos serviços públicos do Estado. (Com informações do G1)

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