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Moradores do município de Marabá, no sudeste do Pará, denunciam o abandono das obras de revitalização da praça São Francisco, orçadas em mais de R$ 3 milhões, e que foram iniciadas há oito meses.

Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo informou que nesta terça-feira (8) serão colocados os postes para a ligação de energia elétrica na parte da praça que foi reformada e os tapumes possivelmente serão retirados.

No entorno da praça, os tapumes que foram colocados para isolar o local têm causado medo na população, que precisa diariamente passar pelo espaço.

“É um perigo mesmo, principalmente para quem trabalha à noite, quem tem que vir tarde. Eu moro aqui para trás, e tem que passar por aqui; é difícil. Tanto que tinha um anúncio na frente da igreja dizendo que precisava de segurança”, afirma a contadora Cristina Melo.

Em julho deste ano, a igreja localizada em frente à praça foi alvo de assaltantes durante a madrugada. Segundo o padre Inácio Dalcin, a demora na conclusão da obra facilitou a ação dos bandidos, já que o local fica isolado e atrapalha a visão de quem passa na rua.

“Já de início a gente sentia muita insegurança aqui porque ficou muito isolado, né? E também devido à reforma, foi desligada a energia dos postes de iluminação. É só escuridão”, conta o padre.

No canteiro de obras, nenhum operário foi encontrado trabalhando. Apenas o piso e as muretas do alambrado foram feitos, mas ainda estão sem as telas de proteção. Os canteiros para a jardinagem foram invadidos pela vegetação.

O projeto de reforma da praça prevê que a revitalização aconteça em três etapas, com custo de R$ 3.154.273,55. A execução da primeira etapa começou em março deste ano e deveria ser concluída agora em novembro, mas a obra ainda não ficou pronta.

“Infelizmente é um descaso com a coisa pública. Tem que terminar, não pode continuar do jeito que está”, reclama o aposentado Joaquim Miranda.

Além de ser um espaço para diversão e muito frequentado pelas famílias de Marabá, os moradores acreditam que neste ano, a vila de Natal não deve ser realizada, já que falta um pouco mais de um mês para os festejos natalinos.

“Até agora a gente não está vendo nada disso aí. E vai ficar assim, chega o Natal e não tem o lazer das crianças para estarem brincando”, lamenta um morador.

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