Presos na Operação Ápia, da Polícia Federal, desde outubro, o ex-presidente da Agência de Máquinas e Transportes do Tocantins (Agetrans) Alvicto Ozores Nogueira, conhecido como Kaká, e o empresário Wilmar Oliveira de Bastos, dono da EHL, tiveram seus habeas corpus negados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O ministro da Quinta Turma, Ribeiro Dantas, indeferiu liminarmente os habeas corpus, e remeteu ofício ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região para que julgue o recurso.

As decisões são desta quinta-feira, 17, às 18h30, horário de Brasília. Além de Kaká e Wilmar, estão presos também na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas o representante da Epeng, Francisco Antelius Sérvulo Vaz, o representante da MVL Construções, Marcos Vinicius Lima Ribeiro. O representante da Construtora Barra Grande, Geraldo Magela Batista de Araújo, está preso no Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar, em Palmas. O representante da CRT Construtora Rio Tocantins, Rossine Aires Guimarães, está em prisão domiciliar, em São Paulo.

A Operação Ápia foi deflagrada no dia 13 de outubro, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que teria fraudo contratos da ordem de R$ 1,2 bilhão em licitações no Tocantins, celebrados para terraplanagem e pavimentação asfáltica em diversas rodovias estaduais. No total são investigados 13 contratos e 23 pessoas chegaram a ter mandados de prisão expedidos pela Justiça, sendo que apenas Donizete Oliveira Veloso não chegou a ser preso. O ex-governador Sandoval Cardoso foi preso no dia 13, mas conseguiu um habeas corpus e deixou a CPP no dia 28, após pagar fiança de R$ 50 mil.

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União, aponta que existiu um esquema envolvendo empresas, órgãos públicos de infraestrutura estadual e agentes públicos do Estado nos anos de 2013 e 2014. Os recursos são oriundos de empréstimos nacionais e internacionais. (Jornal do Tocantins)

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