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TOCANTINS: Aumenta quantidade de homicídios em Palmas

O número de homicídios em Palmas esse ano já é maior que o ano passado. Até o dia 23 de novembro, a Delegacia de Homicídios de Palmas já havia registrado 34 crimes dessa natureza, enquanto o ano de 2009 terminou com 32 homicídios registrados.

Percentualmente, a ampliação do total de assassinatos em 2010 na comparação com 2009 é de 6,25%. Na média por dia, Palmas tem, neste ano, um homicídio a cada nove dias e 14 horas, enquanto em 2009 era um homicídio a cada 11 dias e nove horas.

Para o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios de Palmas, Edson Parente, os números aumentam incentivados pelas drogas. “A maioria dos homicídios é acerto de contas por causa de drogas”, afirmou.

No interior do Estado, a situação parece não ser muito diferente. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) revelam que em 2009 foram registrados 210 homicídios dolosos. Até junho deste ano – período que a SSP tem os números -, já são 116 homicídios dolosos. Caso o total do primeiro semestre se repita na segunda parte do ano, o total de homicídio chegará a 232, um aumento de 10,48% em relação ao ano anterior.

Araguaína

Historicamente, a região com maior número de homicídios no Estado é a Norte. Somente na Delegagacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) da Região Norte, foram registrados, em 2009, 29 inquéritos policiais de homicídios sem autoria definida. Este ano, até o mês de novembro, foram sete inquéritos. O titular da Deic, Evaldo Gomes, explicou que esses crimes estão ligados a três fatores principais. O fator com maior incidência se refere ao narcotráfico. “O homicídio é o SPC (Sistema de Proteção ao Crédito) do tráfico. Várias pessoas são mortas por não pagarem o que devem”, detalhou. A queda de 131% no número de inquéritos, segundo o delegado, se deve a ações contínuas de repressão ao tráfico de drogas feitas pela Polícia Civil e Militar.

Direitos Humanos Para o advogado e presidente da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Tocantins (OAB-TO), Deocleciano Gomes, há uma sensação de falta de maior investimento de aparatos de segurança por parte do governo do Estado. “Isso passa um certo clima de intranquilidade para sociedade”, disse.Gomes acrescentou que junto com mais investimentos deveriam ser implementadas medidas de inclusão social, saúde, educação e geração de emprego.Porém, para o advogado, o crescimento do número de homicídios se deve também principalmente a expansão do uso de drogas, em especial o crack. “Deveria haver acolhimento das famílias e oferta de cuidado e tratamento para os dependentes químicos”, sugeriu.A articuladora do Centro de Direitos Humanos de Palmas, Luz Arinda Barba Malves, afirmou que em última instância, no geral, o padrão de violência é associado ao padrão social e econômico. “A gente tem um sistema que impõe padrões de violência. Também pela ausência do Estado, enquanto provedor de assistência social, saúde, educação e trabalho. E aí tem pessoas que acabam buscando meios informais de fugir e aí vem o tráfico como esse meio informal”, explicou. (Isabelle Bento – Jornal do Tocantins)

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