Resize

Recente pesquisa do Ministério do Turismo, feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ganhou repercussão em veículos nacionais de comunicação ao colocar a cidade de Belém como o terceiro melhor destino para se visitar em 2016. Segundo o estudo, a gastronomia um dos motivos que levaram a capital paraense a estar na preferência do público.

Para o secretário adjunto de Estado de Turismo, Joy Colares, esse resultado é fruto do planejamento gradual feito pelo governo e de projetos que deram nova cara e mais evidência ao Estado. “A valorização do Euro e do Dólar acabam deixando o turismo local e nacional mais atrativo, o que contribui também para essas estatísticas”, completa.

A Secretaria de Estado de Turismo (Setur) trabalha desde 2011 no Plano Estratégico de Turismo Ver-o-Pará. Com o objetivo principal de fazer do Pará o destino turístico líder da Amazônia até 2020, a ação investe na estruturação dos produtos turísticos paraenses, novos equipamentos, melhoria dos serviços prestados, sinalização e informação, capacitação profissional, infraestrutura urbana, acessibilidade, gestão qualificada e na promoção do Pará como destino de muitos viajantes.

Como resposta dos investimentos feitos, hoje o Estado já é rota de três importantes voos internacionais: Lisboa, em Portugal, na Europa; Miami, nos Estados Unidos, e Paramaribo, no Suriname. Além de incentivos fiscais, a própria localização geográfica do Pará fez com que as companhias aéreas redescobrissem o destino. “Uma novidade em primeira mão é que a TAP anunciou, no último sábado, 5, que o voo que vai para Lisboa não fará mais conexão em Manaus. Será apenas Lisboa-Belém-Lisboa”, diz.

Formação

Em outubro deste ano, o projeto que credencia o Pará a abrigar um Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade na Amazônia foi lançado pelo Governo do Estado. O centro, que será implantado ao longo dos próximos dois anos no complexo Feliz Lusitânia, visa contemplar cinco unidades para divulgação, pesquisa e construção do saber gastronômico: escola de gastronomia, laboratório de alimentos, barco-cozinha, museu e restaurante. Entre os objetivos está colocar a capital como referência global da gastronomia e influenciar o cenário internacional com tendências que têm suas raízes na experiência e aprendizado amazônicos.

Ainda em outubro, o Governo do Estado promoveu a viagem experimental da linha fluvial turística entre os municípios de Belém, Salvaterra e Soure. Nos primeiros 22 dias de operação, dez empregos diretos foram gerados, com o transporte de 3.569 passageiros, alcançando a média de 81 passageiros por viagem.

Joy Colares cita ainda outras ações de desenvolvimento turístico que ganham força no Estado: a rota turística Belém–Bragança e a chamada Rota do Cacau. Esta última contemplará as cidades de Altamira, Vitória do Xingu, Brasil Novo e Medicilândia. “A proposta é fazer com o que o passeio termine na visitação da hidrelétrica de Belo Monte”, explica o secretário adjunto.

Em 2015, o Pará recebeu, em média, 1,1 milhão de turistas de fora do Estado, o que representa a receita gerada de R$ 746 milhões. “Com as novas perspectivas de projetos e investimentos, o aniversário de Belém e mais todas as divulgações nacionais e internacionais que estamos tendo na mídia, nossa expectativa é que esse número aumente bastante em 2016”, diz Joy Colares.

COMPARTILHE

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.