A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmou que já são 24 casos confirmados de microcefalia em bebês, em 14 municípios do Tocantins, somente neste ano. Entre os casos estão os de Angico e Darcinópolis no Bico do Papagaio. Esse número é o dobro desde a última confirmação da secretaria, no dia 3 de dezembro, quando foram 12 casos no Estado. Nenhum óbito relacionado à condição anormal neurológica em recém-nascidos foi registrado.

Os 24 casos confirmados foram registrados também nos municípios de Aragominas, Araguaína, Colinas do Tocantins, Dianópolis, Divinópolis, Goiatins, Lagoa do Tocantins, Nova Olinda, Novo Acordo, Palmas, Piraquê e Wanderlândia.

Nesta terça-feira, 9, o Ministério da Saúde divulgou que chega a 1.761 o número de casos suspeitos de microcefalia e 19 óbitos no País, apontando 29 casos no Tocantins. No entanto, segundo a Sesau, cinco desses foram descartados e 24 confirmados.

A Sesau não informou a quantidade de casos por município, nem se todos os dez casos de microcefalia notificados no Hospital e Maternidade Dona Regina, em Palmas, foram confirmados, mas esclareceu que não há confirmação que o zika vírus tenha sido o causador da má-formação em bebês. Segundo a pasta, todos os casos ainda estão sendo investigados para verificar a relação ou não com o vírus.

Em relação à contaminação pelo zika vírus, a Sesau informou que continuam seis casos confirmados da doença, sendo quatro em Palmas, um em Araguaína e o outro em Colinas do Tocantins.

Protocolo

O Ministério da Saúde lançou ontem um protocolo emergencial de vigilância e resposta aos casos de microcefalia relacionados ao vírus zika. O objetivo, segundo a pasta, é passar informações, orientações técnicas e diretrizes para profissionais de saúde e equipes de vigilância.

O documento contém a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, o parto ou após o nascimento. Também traz critérios para a exclusão de casos suspeitos e apresenta um sistema de notificação e investigação laboratorial.

Há ainda orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica de casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados. O protocolo também traz informações sobre o reforço do combate ao Aedes aegypti.

O diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch, lembrou que, desde segunda-feira, a medida padrão adotada para a triagem de bebês com microcefalia passou a ser 32 centímetros (cm) e não mais 33 cm, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o ministério, vale esclarecer que o perímetro cefálico (PC) varia conforme a idade gestacional do bebê. Assim, na maioria das crianças que nascem após nove meses de gestação, o crânio com 33 cm de diâmetro é considerado normal para a população brasileira, podendo haver alguma variação para menos, dependendo das características étnicas e genéticas da população.

“Essa diferença aparentemente pequena leva a um grande número de notificações de crianças que estão na curva de normalidade, no extremo dessa curva”, disse Maierovitch. “Passamos a captar com mais segurança crianças que têm mais chance de ter microcefalia”, completou. (Jornal do Tocantins)

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