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O Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anuncia, em entrevista coletiva, que aceita o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff com base nos requerimentos feitos pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaina Paschoal. O pedido acusa o governo de ter dado pedaladas fiscais no ano de 2014. O governo federal teria emitido decretos de gastos suplementares sem devida autorização do Congresso. Cunha afirma que tomou a decisão após “muita reflexão e muita dificuldade”. “Nuncana história de um mandato houve tantos pedidos de impeachment”, afirmou.

A medida foi anunciada no mesmo dia que o PT decidiu votar contra ele no Conselho de Ética da Casa no processo que pede a cassação do deputado do PMDB. A votação do parecer prévio do Conselho foi adiada para a próxima terça-feira, 8.

“Não foi coincidência que Cunha tenha decidido acolher o impeachment no momento em que deputados do PT decidiram votar favoravelmente à sua cassação no Conselho de Ética. Foi uma chantagem explícita, mas Cunha escreveu certo por linhas tortas”, declarou o jurista Miguel Reale Jr. (Vera Batista)

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