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Devido à falta de chuvas e as altas temperaturas, as plantas de soja estão morrendo na região de Darcinópolis. As precipitações permanecem bem irregulares, uma situação atípica para esse período do ano, considerada a época das águas. Consequentemente, o plantio da oleaginosa permanece atrasado, muitos produtores ainda não iniciaram os trabalhos nos campos e os casos de replantio são uma incógnita.

Segundo explica o produtor rural do município, Marcílio Marangoni, a última chuva ocorreu há mais de 15 dias. “Desde o começo da semeadura estamos com déficit de umidade no solo, as áreas convencionais são as mais afetadas, onde as plantas já apresentam uma floração forçada e não conseguimos realizar nenhum trato cultural nas áreas”, explica.

Paralelamente, nas áreas de plantio direto, as plantações ainda estão melhores, apesar do porte reduzido e da população comprometida, conforme sinaliza o agricultor.  “E pensar em replantio é muito difícil nesse momento, pois não sabemos o que irá acontecer com o clima. Teremos que esperar as chuvas e fazer uma avaliação das áreas. Muitos produtores estão considerando a possibilidade de investir no plantio do milho. Mas o limite é até o dia 10 de janeiro”, completa.

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Com isso, a produtividade das áreas também é mais uma incerteza aos produtores rurais da região. “Não temos como mencionar o rendimento, temos problemas de germinação, de porte e muitas áreas comprometidas. Nesse momento, o foco está nas lavouras de soja, muitos agricultores inclusive já dispensaram os funcionários”, ressalta.

Em relação às pragas, o produtor ainda diz que não é uma situação tão preocupante, porém, a presença da mosca branca já está maior nesta temporada. Por outro lado, a comercialização da safra está totalmente parada nesse momento.

“Boa parte dos produtores pegou dinheiro com traders para realizar o plantio e não temos certeza da entrega da soja. Não vemos se vamos ou quanto iremos colher com a soja. Muitos fizeram contratos com preços de até R$ 72,00 a saca do grão”, destaca Marangoni.

Safrinha de milho

A incerteza é tão grande que até mesmo as compras para a safrinha de milho estão paralisadas. Tradicionalmente, nesse período, os produtores já estariam realizando as compras de insumos e fertilizantes para a próxima temporada e recebimento a partir de janeiro.

“A cultura do milho é ainda mais sensível à falta de chuvas, não adianta mudar de cultura para tentar resolver o problema. Se as chuvas se normalizarem, podemos até mesmo ter um aumento na área de milho, já que temos muita área a ser semeada”, acredita o produtor.

Já a relação custo de produção e preço permanece ajustada na localidade. Contudo, o agricultor ainda destaca que a perspectiva é de cotação mais alta em decorrência dos problemas de clima enfrentados nos estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia. (Notícias Agrícolas)

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