O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Tocantins informa que nesta segunda-feira, 7, iniciará a greve geral em todas as unidades de saúde do Estado em virtude do Governo não pagar os direitos dos servidores e acordos firmados com a categoria.

Conforme a diretoria do sindicato o governo está brincando com os profissionais da saúde. “Não tem como esperar mais, o prazo venceu, portanto a paralisação começará na segunda-feira e vai estender até o governo de fato respeitar os servidores e pagar os seus direitos”, ressalta o Presidente Manoel Pereira de Miranda.

O Estado fechou o acordo com o Sintras em 17 de abril de 2015, e no dia 24 de julho também deste ano ocorreu uma retificação deste acordo. E neste mês de dezembro já vai para a quarta parcela atrasada dos pagamentos definidos no documento.

Com as devidas cobranças diárias da presidência do Sintras, o governo apresentou uma proposta de pagamentos dos valores atrasados no último dia 18.

Sendo que a primeira etapa dessa proposta foi cumprida dia 20, mas, a segunda que era para ser feita no dia 30 de novembro, a gestão estadual não pagou as duas parcelas do adicional noturno referente aos meses de agosto e setembro.

E agora quem garante que o governo vai pagar esse adicional noturno e os pagamentos propostos para o dia 11 deste mês, que são plantões extras, retroativos do adicional noturno e insalubridade e as gratificações de urgência e emergência.

Outra demanda da saúde que a diretoria do Sintras vem persistindo em discutir para solucionar com o governo é sobre as condições de trabalho disponibilizadas aos servidores da saúde nas unidades hospitalares do Estado.

Portanto, todas essas reivindicações não atendidas levam a paralisação nos hospitais de Augustinópolis, Araguaina, Guaraí, Xambioá, Miracema, Paraiso, Porto Nacional, Gurupi, Arapoema, Dianópolis, Arraias e Palmas (HGP, Hospital Infantil, Dona Regina, Secretaria, entre outros órgãos da saúde).

A greve foi aprovada pelos servidores da saúde durante assembleias realizadas em Augustinópolis, Araguaina, Gurupi e Palmas nos dias 10, 11, 12 e 13 de novembro último. Decisão que demonstra ao governo a insatisfação da categoria.

A direção do sindicato já notificou, no último dia 18, todos os órgãos públicos e autoridades sobre a realização do movimento paredista, caso o governo não cumprisse o que foi acordado com a classe.

O sindicato também emitiu nesta sexta-feira, 04, uma nota de esclarecimento aos usuários do SUS informando os motivos do movimento paredista e como funcionarão os atendimentos nas unidades de saúde do Estado.

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