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As negociações continuam emperradas entre governo do Estado e trabalhadores em Saúde. A paralisação da categoria, que já dura 23 dias, segue sem previsão de término, com 16 hospitais públicos trabalhando com a equipe reduzida e atendendo apenas urgência e emergência.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintras) Manoel Miranda, no próximo dia 5 a diretoria deve se reunir para definir a data da próxima assembleia da categoria, prevista para ocorrer após o pagamento dos servidores. “A greve continua por tempo indeterminado e a partir do dia 5 estaremos intensificando as concentrações em frente aos hospitais.”

Ainda de acordo com o presidente, não há previsão de reunião com o governo para negociar as reivindicações da classe. “O governo ainda não nos chamou para negociar. Para eles, está cômodo”, ressaltou Miranda, acrescentando que “em janeiro, a situação deve piorar, porque as cirurgias eletivas e os procedimentos de rotina continuarão não sendo realizados”, frisou.

O pagamento do 13º salário foi acrescentado à pauta de reivindicações da categoria, que incluía a criação de um fórum permanente para discutir e resolver os problemas de condição de trabalho nas unidades; o retorno mensal imediato do pagamento do adicional noturno e o pagamento dos retroativos. “São direitos adquiridos. A situação que a saúde se encontra hoje é responsabilidade total do governo. Infelizmente, a população não tem a saúde que merece e não dá para continuar da forma como está”, desabafou o presidente.

A paralisação teve início no último dia 7 e, dos 19 hospitais públicos estaduais, até o momento a greve atingiu 16 unidades, localizadas em 12 municípios tocantinenses. Na Capital, apenas o Hospital Público Infantil não aderiu ao movimento. O Hospital Geral de Palmas (HGP) e o Hospital Maternidade Dona Regina permanecem com 30% do atendimento.

Secad

Em nota, a Secretaria Estadual da Administração (Secad) informou que ainda não houve agendamento de reunião para negociação por parte do sindicato. “Sobre o atendimento ao público, a lei garante a manutenção de pelo menos 30% dos serviços, e o Estado fará todos os esforços para manter a normalidade desses serviços”, informou a nota. (Jornal do Tocantins)

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