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Os ministérios públicos Federal e Estadual do Pará, a Procuradoria Geral do Estado e a Defensoria Pública ajuizaram uma ação civil na justiça Federal solicitando pagamento mínimo de R$ 71 milhões em indenizações pelos danos sociais e ambientais provocados pelo naufrágio do navio boiadeiro Haidar no porto de Vila do Conde.

O caso ocorreu em outubro de 2015. O barco, de bandeira libanesa, estava carregado com cinco mil bois vivos que seriam exportados para a Venezuela quando tombou e naufragou ainda no porto. A morte dos animais contaminou a água da região, prejudicando a atividade pesqueira. Segundo o Ministério Público, cerca de 3.900 carcaças de boi ainda não foram retiradas da embarcação.

São apontados como réus no processo os donos do Haidar, as empresas Husei Sleiman e Tamara Shiping; a dona da carga de bois vivos, Minerva S.A; as responsáveis pelo embarque dos bois, Global Agência Máritima e Norte Trading Operadora Portuária; e a Companhia Docas do Pará, dona do porto de Vila do Conde. Além da contaminação e dos extensos prejuízos sociais e ambientais, eles são acusados de crueldade e maus-tratos com os animais.

A assessoria de imprensa da Minerva, informou que não foi citada no processo. Nenhum representante das empresas Huslei Sleiman e da libanesa Tamara Shipping foi localizado para comentar o caso. Tentamos contato com a Global Agência Maritima, Norte Trading Operadora e a CDP, mas não foi atendido.

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