O Pará é o segundo maior produtor de cacau do país, e entre os municípios que se destacam no beneficiamento do fruto está Medicilândia, no sudoeste do Estado. Na manhã desta quarta-feira (16), o secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hildegardo Nunes, visitou as instalações de uma das fábricas de chocolate da região, a Cacauway, onde participou de reunião com produtores e representantes de órgãos ligados à atividade agropecuária.

Na oportunidade, ele avaliou a produção no Estado. “Estamos festejando o crescimento da cacauicultura, não só pelo ponto de vista quantitativo, pelo avanço da produção, mas também na qualidade desse cacau. Na última safra tivemos cerca de 110 mil toneladas de amêndoas produzidas, o que assegura a posição como segundo maior produtor de cacau do Brasil”, afirmou Hildegardo Nunes.

A fábrica acabou de adquirir uma usina de extração de manteiga de cacau, que em breve estará em funcionamento, por meio do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará, o Funcacau. O recurso proveniente da própria comercialização do fruto possibilita o desenvolvimento de ações fundamentais para a expansão, modernização e consolidação da atividade. O titular da Sedap também falou sobre os investimentos na produção e da qualidade do fruto que permite avanços também na indústria do chocolate.

“Hoje já temos seis marcas sendo produzidas e três indústrias de pequeno porte processando esse fruto, o que nos dá maior visibilidade. Esse projeto de Medicilândia foi o pioneiro, e é muito bom ver que ele vem se sustentando e se desenvolvendo a cada dia. Esse equipamento de produção de manteiga de cacau vai permitir a introdução de novos derivados dentro da linha de produção da própria indústria, com a geração de mais empregos e renda com respeito ao meio ambiente”, explicou.

A indústria também ganhou um espaço para fermentação das amêndoas, uma parceria com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor). “Ele funcionará como um espaço de experimentos, com cochos para testarmos novas formas de fermentação e garantirmos ainda mais qualidade para as amêndoas que serão usadas na produção do nosso chocolate”, explicou o presidente da Cacauway, Ademir Venturin.

Ele destacou ainda o apoio do Estado no crescimento da atividade cacaueira do município. “O governo sempre buscou investir na potencialidade do município, sempre tentando viabilizar a dinâmica da produtividade da agricultura familiar dentro do contexto ambiental  O Funcacau foi um dos nossos ganhos para a verticalização da cadeia produtiva. Hoje esse apoio veio mais uma vez com a aquisição dessa máquina, pois não teremos mais que comprar a manteiga da Bahia e São Paulo para produção do chocolate”, disse Ademir Venturim.

A indústria surgiu da união de agricultores familiares que deu origem à Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans), que entrou em atividade em 2010 e tem como base a preservação do meio ambiente, a permanência e o bem-estar do homem no campo e a agregação de valor a partir do melhoramento da amêndoa utilizada na produção. O chocolate é produzido a partir de amêndoas selecionadas e fermentadas, dispensando o uso de corantes e aromatizantes artificiais. (Lidiane Sousa)

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