Nesta segunda-feira, 21, mais de 35 mil servidores públicos efetivos do Estado, além dos contratados e em cargo comissionado, acordaram com sentimento de frustração por não terem debitado em suas contas o pagamento do 13º salário, que deveria ter sido pago ontem. O benefício que é parte fundamental no planejamento das finanças pessoais no final do ano, teve o pagamento adiado pelo governo, que anunciou que só os servidores que ganham até quatro salários mínimos deverão receber o pagamento em suas contas amanhã. Diante da situação, entidades classistas que representam os servidores reagiram e prometem acionar a Justiça, cobrando o pagamento total e imediato do 13º.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe) informou que até esta manhã, pelo menos dez sindicatos, que representam servidores, além de associações assinam uma notificação extrajudicial, para cobrar na Justiça o pagamento imediato do benefício. Os sindicatos ainda impetrarão uma Ação de Improbidade Administrativa, em razão do adiamento. Até a próxima quinta-feira, a entidades aguarda um posicionamento da Justiça, sobre o impasse.

A justificativa para o adiamento do pagamento do 13º salário dos servidores é à suposta indisponibilidade nos cofres estaduais dos recursos financeiros. Ponto de discordância entre os sindicatos de representação dos servidores. “O governo tem dinheiro em caixa para pagar empreiteiras e não para pagar os servidores?”, disse o presidente do Sisepe. “Conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, todo mês é reservada uma quantia para ser destinada ao 13º, então é um dinheiro que tinha que existir em caixa. Não podemos deixar que isso vire rotina no Estado”, acrescentou Pinheiro.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), para repercutir o assunto, mas até o momento não obteve resposta.

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