Um grupo da União Nacional Camponesa (UNC) ocupou a fazenda Novo Mundo em Itupiranga, na região de Carajás no estado do Pará, a aproximadamente 50 km de Marabá. De acordo com a Delegacia de Conflitos Agrários, há cerca de 70 integrantes do movimento acampados no local desde a última sexta-feira (11).

Os policiais estiveram no local duas vezes para negociações com o grupo, que tentou impedir atividades agropecuárias na fazenda. Três armas foram apreendidas e os funcionários da fazenda retomaram o trabalho.

Segundo a Polícia, os camponeses continuam acampados em uma área da fazenda, mas se deslocaram para uma região afastada da sede.

A Secretaria de Segurança Pública (Segup) disse que a sede da fazenda foi liberada depois de uma negociação da Polícia Civil com lideranças do movimento.

No sábado (12), dois integrantes do movimento foram autuados em pela Polícia. Um deles deve responder por porte ilegal de arma e esbulho possessório, que é a invasão de propriedade privada, mas pagou fiança e foi liberado. O segundo foi autuado em Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por esbulho possessório e foi liberado.

A Polícia informou que deve ouvir demais integrantes e funcionários da fazenda nos próximos dias.

“Invasores serão punidos”, diz secretário

Nesta segunda-feira (14), o secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, disse que invasores de terra serão punidos “no rigor da lei”. É a primeira ocupação de terras registrada no mandato do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o secretário, a fazenda é produtiva e a ocupação é ilegal.

“Isso é reforma agrária? Isso é bagunça agrária, anarquia agrária”, afirmou Garcia. “Reforma agrária, está na lei e vai continuar. Propriedade sem função social vai para reforma, mas propriedade produtiva, não”, completou.

“Esses invasores serão identificados e punidos, com o rigor da lei. É assim que serão tratadas as invasões de propriedade. Os invasores não são fantasmas, eles estão lá, eles vão ser detidos, identificados e vão responder com o rigor da lei”, afirmou o secretário.

Garcia ainda defendeu que se torne mais rígida a legislação para casos de ocupação de terra com uso de violência.

Na campanha eleitoral, o agora presidente Bolsonaro disse que atos do Movimentos dos Trabalhadores Sem-Terra deveria ser tratados como “terrorismo”. (G1)

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