Estão abertas até o dia 21/1 as inscrições para o Programa de Voluntariado da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar para atuação no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Doutor Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá. As pessoas que desejarem participar do programa institucional podem entrar em contato com a Humanização exclusivamente pelo e-mail [email protected]. Em Marabá, mais de 60 pessoas já participam da iniciativa com a realização de atividades como musicoterapia, risoterapia, assistência religiosa, embelezamento e artesanato.

As pessoas inscritas participarão de uma integração no dia 21/1, às 19h30, na Unidade, quando conhecerão as regras do programa e serão orientadas sobre a atuação no Hospital.

Para se tornar um voluntário, é preciso ter idade mínima de 18 anos, facilidade para respeitar regras e ser pontual, prestativo e responsável.

Longe de casa há quase um mês, Daniel de Brito Rocha, 56 anos, se emociona ao comentar sobre a nova rotina que adotou desde que fraturou o fêmur em um acidente doméstico e foi internado no Hospital Regional. Para aliviar a saudade da família, entre os cuidados assistenciais que recebe dos profissionais da Unidade, ele tem contato com voluntários que, semanalmente, visitam os pacientes com o objetivo de tornar a internação mais amena.

“Tem dia que é tão grande para nós, que parece que é uma semana, mas quando os voluntários vêm, passa rápido o tempo. Aqui eu já vi palhaço, Papai Noel, cabeleireiro e irmãos das igrejas. Eles conversam, cantam e contam piada. Trazem alegria para que a gente não chore porque está distante da família”, contou Daniel.

Um dos voluntários que já visitou Daniel foi Raimundo Nonato, 52 anos, o mais antigo no programa. Há 12 anos, pelo menos uma vez ao mês, ele fecha o salão, se desloca 50 quilômetros e fica à disposição dos pacientes para fazer corte de cabelo. “Quando eu passo nos leitos, percebo que eles se sentem melhor, mesmo um corte de cabelo sendo algo tão simples. Então me sinto realizado no voluntariado”, afirmou o cabeleireiro.

A sensação de bem-estar ao passar um tempo com os pacientes do Hospital Regional de Marabá também é compartilhada pelo integrante do grupo “Médicos da Alegria”, Antônio Lacerda. “Para nós, a ação é um momento ímpar, porque os efeitos do riso e do evangelismo são impressionantes na melhora da saúde dos pacientes. Nada nem dinheiro nenhum paga o que a gente vê fazendo um trabalho tão simples, mas tão rico e tão importante. Então, nosso maior desejo é continuar com essa disposição para levar alegria onde as pessoas se sentem um pouco triste por causa da saúde debilitada”, comentou.

De acordo com a analista de Humanização do HRSP, Flávia Fernandes, o voluntariado acaba sendo benéfico para os próprios colaboradores da Unidade. “Trabalhar com saúde naturalmente gera uma rotina de tensão. Assim, além de reduzir o estresse do paciente e do acompanhante, a visita dos voluntários melhora o ambiente para os profissionais que estão responsáveis pelos cuidados assistenciais”, explicou a colaboradora.

Datas especiais

Mensalmente, cada grupo tem datas pré-definidas para atuar dentro da Unidade. Porém, em datas especiais como Dia das Crianças e Natal, eles costumam se unir para realizar programações integradas, como aconteceu em dezembro no período entre o Natal e o Ano Novo, quando foi apresentada uma cantata natalina pelo coro “Promessas”, que reúne membros de diversas igrejas de Marabá, feitas sessões de risoterapia com o grupo “Médicos da Alegria” e distribuídos presentes para as crianças internadas na Clínica e Unidade de Terapia Intensiva Pediátricas. Os presentes foram doados por voluntários, colaboradores e Correios.

Além da visita dos voluntários, no Natal, o Hospital preparou uma surpresa para as famílias das crianças atendidas na UTI Neonatal: distribuiu gorrinhos do Papai Noel para os bebês, registrou o momento e presenteou as mães com as fotos. Para muitas delas, aquela foi a primeira imagem do filho depois do nascimento.

A filha de Thayná Félix, 20 anos, participou da ação. “A Laura nasceu prematura e está no Hospital desde novembro. Tudo o que fazem aqui para aliviar a tensão é válido, porque faz com que a gente não se isole ou fique apenas pensando no problema. E eu fico o dia todo acompanhante a minha filha, então me sinto bem quando participo das ações ou minha bebê é envolvida nelas”, disse a acompanhante. (Aretha Fernandes)

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