Em Floresta do Araguaia, pelo menos 8 mil pessoas estão sem assistência médica depois da saída dos médicos cubanos. Os maiores prejudicados são os moradores da zona rural. Das quatro vagas que ficaram abertas em 2018, apenas uma foi preenchida há pouco mais de um mês.

A única médica que foi contratada pelo programa federal Mais Médicos no município tenta atender dois postos de saúde, durante uma jornada de 8 horas de trabalho por dia.

“Se tiver um caso mais complexo tem que ser encaminhado para Redenção. A gente tem essas dificuldades. Fica encaminhando paciente, às vezes falta a questão da ambulância, do medicamento, exames”, relata a médica Dinalva Vieira Santos.

O Pará tem 304 vagas não preechidas no programa “Mais Médicos” do Ministério da Saúde (MS), que compreendem 89 municípios do Estado e mais três Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Na comunidade Bela Vista, zona rural de Floresta do Araguaia, é comum encontrar entre os mais 2.500 moradores, pessoas que dizem já ter ido buscar atendimento médico do outro lado do rio Araguaia, nas cidades de Pau D’arco e Arapoema, que fica no estado do Tocantins.

De acordo com a coordenadora da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde , os candidatos às vagas deixadas pelos cubanos, até apareceram para as entrevistas, mas não aceitaram o salário de quase R$ 12 mil e nem da carga horária de 32 horas semanais.

Em Eldorado dos Carajás, também no sudeste do Pará, a situação é um pouco melhor. O programa oferta quatro vagas e três delas foram preenchidas. Com a saída dos médicos cubanos no final de 2018, as vagas ficaram disponíveis até a apresentação de três deles no último dia 14 de janeiro.

Para não deixar a população sem atendimento, a Secretaria de Saúde de Eldorado dos Carajás colocou adaptou as escalas de trabalho. A expectativa é que ainda esta semana o médico que vai ocupar a última vaga do programa comece a trabalhar.

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