Policiais civis desvendaram um homicídio ocorrido no município de Novo Repartimento, na região de Carajás, no estado do Pará, no último dia 3, no bairro de Vila Tucuruí. As vítimas foram Mariano Mendes dos Santos, 66 anos, e sua companheira identificada apenas como Maria, de apelido “Canela de Ferro”. Os autores do crime foram presos ainda em flagrante pela equipe da Polícia Civil da cidade. Formada pelo delegado Walmir Racine, investigador Rogério Pegado e escrivão Mário Sérgio, a equipe policial foi acionada pela Polícia Militar para ir ao local do duplo homicídio. As vítimas haviam sido mortas a golpes de facão. A mulher foi morta com golpes no rosto e apresentava lesões no pescoço, face e tórax. As investigações mostraram que as vítimas foram mortas após um dos acusados tentar estuprar Maria. Na ocasião do crime, as vítimas e acusados haviam passado o dia ingerindo bebidas alcoólicas. 

Durante as investigações, após tomada de depoimentos de testemunhas, dois suspeitos do crime foram identificados. “Eles teriam ido à residência do casal para ingerir bebida alcoólica com as vítimas. Além do casal e dos suspeitos, havia uma segunda mulher na casa na ocasião do crime”, informou o delegado. De posse das informações, os policiais civis iniciaram uma investigação para localizar pessoas com características físicas semelhantes às dos suspeitos. Com base nas apurações, os policiais civis foram até a periferia da cidade, onde foram presos o baiano Marivaldo das Neves Silva e o maranhense José Roberto Bispo Pires, 39 anos, ambos reconhecidos pelas testemunhas.

Ainda, durante a investigação, a equipe da Polícia Civil descobriu a casa em que estava a arma do crime. Os suspeitos foram reconhecidos pelas testemunhas. Uma delas reconheceu o facão usado no duplo homicídio. Segundo as investigações, Marivaldo teria tentado abusar sexualmente de Maria que reagiu à investida do acusado. Dessa forma, ele a matou com um golpe de facão. Logo em seguida, José Roberto matou o companheiro de Maria também a facadas. Os corpos das vítimas foram removidos ao IML (Instituto Médico Legal) de Tucuruí, com requisições de perícia necroscópica, além de constatação de substância hematoide e comparação genética em material encontrado na posse do suspeito.

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