Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (27) na Secretaria Estadual da Saúde, em Palmas. A ação é realizada pela Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (Dracma) e está relacionada à contratação da empresa Sancil Sanatório e ao escândalo do lixo hospitalar.

Segundo as investigações da Polícia Civil, a firma pertence ao ex-juiz eleitoral João Olinto, pai do deputado estadual Luiz Olyntho (PSDB), e foi contratada em agosto do ano passado para recolher o lixo de 13 hospitais. A contratação foi feita sem licitação e um relatório do próprio Estado apontou irregularidades no serviço.

O escândalo começou em novembro de 2018 depois que toneladas de lixo foram encontradas em um galpão de Araguaína, armazenadas de forma irregular.

Em janeiro deste ano, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou seis pessoas e quatro empresas supostamente envolvidas no escândalo. Entre os indiciados estão João Olinto e o filho dele Luiz Olinto. Na época, a defesa disse que iria se manifestar nos autos do processo em momento oportuno.

O governo do Estado ainda vai se posicionar sobre as buscas na Secretaria de Saúde.

Entenda

Além do lixo hospitalar encontrado no distrito agroindustrial de Araguaína, a polícia também encontrou resíduos de hospitais enterrados em uma fazenda família Olinto em Wanderlândia. No local havia seringas, luvas, frascos de remédio e até agulhas.

Uma das empresas da família foi multada R$ 3,2 milhões pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). A multa está relacionada ao lixo enterrado na fazenda. (G1)

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