O juiz José Carlos Tajra Reis Júnior, titular da Vara Cível da Comarca de Araguatins, no Bico do Papagaio, em substituição na Vara Criminal, expediu às 18h23 desta segunda-feira, 25, o alvará de soltura dos servidores do Naturatins presos desde a sexta-feira dentro da Operação Isis, que apura fraudes em multas ambientais e na expedição de documentos do órgão no Bico, investigados pela Polícia Civil como prática de crimes contra a administração pública por meio de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A decisão do juiz, porém, só será aplicada às 23h59 desta terça-feira, 26. Segundo o juiz, por atuar na condição de substituto automático e estar com afastamento da atividade judicial até o final desta semana ele publicou a decisão para evitar eventual prolongamento irregular das prisões temporárias, que têm prazo de cinco dias de duração.

Além disso, a decisão saiu após a chefia da cadeia pública oficiar o juiz, na manhã desta segunda-feira, diante da arguição da defesa de um dos investigados, se ao final do prazo da prisão temporária, o cliente seria realmente solto e se esse prazo contaria do dia da prisão ou do dia seguinte. Segundo o juiz, o alvará de soltura só deve ser cumprido às 23h59 de amanhã e a soltura só será evitada caso haja uma decisão em sentido contrário pelo juízo local ou pelo Tribunal de Justiça do Tocantins.

Serão libertados a chefe do Naturatins na cidade, Luciana Geremias de Souza, os servidores Orleans Silva Oliveira e Nadson Nammir Borges de Oliveira, além da empresária Elizangela Pereira de Souza, sócia da empresa Souza Gestão Empresarial e Agronegócios, que seria usada como um “escritório” para a prática das fraudes, segundo a Polícia Civil.

Euerçu Gonçalves da Silva, marido de Luciana, também sairá com o grupo. Ele chegou a ter a prisão revogada no sábado pelo juiz com a condição de pagar uma fiança no valor de R$ 8 mil, mas optou por não pagar e permanecer preso até o final do prazo.

Outros dois funcionários da empresa de consultoria, Edylvaldo Fernando dos Santos Lima e Gustavo Ferreira de Sousa, tiveram a liberdade garantida no mesmo dia da operação, na sexta-feira, 22, após um pedido do delegado Thyago Bustorff Feodrippe de Oliveira Martins, responsável pela operação. Segundo o delegado os dois prestaram  “efetiva colaboração das informações”. (Lailton Costa/Jornal do Tocantins)

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