O julgamento do prefeito de Augustinópolis, Júlio Oliveira (PRB), por suposta infração político administrativa, foi remarcado para acontecer na noite desta quarta-feira, 13. A apreciação e definição de cassação ou não do gestor, pela suspeita de pagamento de propina para vereadores, era para acontecer na tarde desta terça-feira, 12, mas o advogado de defesa, contratado pela Câmara, já que Júlio não se defendeu e não poderia ser julgado sem defesa, estava com sua licença junto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), suspensa, o que provocou o cancelamento da audiência.

A nova sessão vai acontecer às 19h, no Plenário da Câmara Municipal.

Júlio é suspeito de alimentar o esquema.

A origem dos fatos

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou em janeiro, a Operação Perfídia, e prendeu dez dos onze vereadores de Augustinópolis. Os parlamentares estão sob suspeita de exigirem propinas em troca da aprovação de projetos.

A Operação Perfídia indica que os vereadores recebiam mesada de R$ 40 mil desde o início da legislatura, em 2017.

Os mandados de prisão temporária foram expedidos contra os vereadores Antônio Silva Feitosa, Edvam Neves Conceição, Angela Maria Silva Araújo de Oliveira, Antônio Barbosa Souza, Marcos Pereira de Alencar, Ozeas Gomes Teixeira, Wagner Mariano Uchôa Lima, Maria Luísa de Jesus do Nascimento, Francinildo Lopes Soares e Antônio José Queiroz dos Santos.

A Justiça decretou o afastamento de todos os dez vereadores por 180 dias. Os suplentes tomaram posse.

O presidente da Câmara, Cícero Moutinho, foi alvo de condução coercitiva.

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