Uma sessão bastante tensa, foi a tônica da Audiência de Instrução e Julgamento dos 10 vereadores de Augustinópolis, nesta segunda-feira, 11, investigados pela Comissão Processante, instaurada para apurar a conduta dos parlamentares por conta da acusação de recebimento de propina para votações.

O suposto esquema foi descoberto por uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público. Os 10 foram presos temporariamente e afastados do mandato por 180 dias. A operação aconteceu em janeiro deste ano e envolveu os vereadores: Luizinha (PP), Toinho (PTB), Antônio Barbosa (SD), Antônio Queiroz (PSB), Neguin da Civil (MDB), Ozeas (PR), Nildo Lopes (PSDB), Ângela da Rapadura (PSDB), Marcos da Igreja (PRB) e Vaguin do Hospital (MDB).

Na sessão, o que se viu foi uma tentativa da defesa em desqualificar as denúncias e levantar suspeita sobre os membros da Comissão Processante, que seriam interessados diretos na cassação dos vereadores.

As duas testemunhas de defesa dos camaristas, o secretário municipal de Administração, Paulo Esse da Silva Ramos e o feche de Controle Interno da Prefeitura Municipal, Pedro Amaro, ficaram calados durante os interrogatórios. A terceira testemunha de defesa, o prefeito Júlio Oliveira (PRB), não compareceu.

Após o termino das audições, também houve controvérsia quanto ao conteúdo da Ata da sessão, que não teve aprovada sua transcrição pelos advogados de defesa, Fábio Alcântara e Cássia Cayres. Para eles, o documento não correspondia ao que de fato, havia acontecido na sessão.

Com a negativa da assinatura por parte dos advogados de defesa, três populares que acompanharam a sessão, foram chamados para assinarem o documento como testemunhas.

Agora, a Comissão Processante remarcou a interrogatório de Júlio oliveira, para sexta-feira, 15, e após ouvir o gestor, abrirá prazo para alegações finais da defesa.

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