O governo do Estado segue executando ações emergenciais para solucionar os problemas enfrentados pela população após a queda da ponte Rio Moju. As buscas por possíveis vítimas foram realizadas do amanhecer até o início da noite, mas ainda não foram encontrados vestígios de pessoas ou veículos que teriam caído no leito do rio. Confira abaixo outras iniciativas tomadas por órgãos estaduais para minimizar os impactos do acidente. As informações foram consolidadas às 17h30 desta quarta-feira (10).

Setran – Uma equipe técnica da Secretaria de Estado de Transportes acompanhou, nesta manhã, o titular da pasta, Pádua Andrade, até a região afetada pelo acidente. Os representantes do órgão estadual foram acompanhar as obras na vicinal Quilombola, rodovia Perna Sul e PA-252, intensificadas após a queda da ponte.

Sobre o deslocamento dos destroços da balsa e da estrutura da ponte para outra área do rio, a Setran informa que a ação não foi iniciada, nesta quarta-feira, devido à maré alta. A equipe da empresa contratada para realizar o serviço permanecerá no local para tentar começar o trabalho nesta quinta (11). O processo de retirada do total das 3 mil toneladas de escombros deve durar quatro meses.

A Secretaria de Comunicação do Estado informa que, devido às dificuldades de sinal na área, mais informações serão divulgadas quando a equipe retornar do local.

Arcon – Na manhã desta quarta, entrou em operação mais uma balsa disponibilizada pela Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon), com capacidade para carregar 40 caminhões. A embarcação saiu por volta das 11h para a travessia. Com essa, nove balsas realizam a travessia entre os portos em Belém (Celte e Henvil) e Barcarena (Arapari).

No Arapari, uma terceira rampa está sendo contruída para agilizar o embarque e desembarque dos veículos no local. A Arcon informa ainda que, na travessia, estão sendo priorizadas balsas com ambulâncias de pacientes que fazem tratamento fora de domicílio (TFD), veículos inflamáveis, cargas perecíveis e outras situações emergenciais.

O órgão lembra ainda que, para atender aos motoristas e caminhoneiros que aguardam nas filas para realizar a travessia na capital, foram disponibilizados pelas empresas que atuam nestes portos, desde a manhã desta quarta-feira (10), 10 banheiros químicos.

Polícia Civil – A investigação sobre as causas do acidente na ponte Rio Moju segue em sigilo. Nove pessoas foram ouvidas, até esta quarta-feira, pela Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), que conduz o inquérito. O prazo para a conclusão do caso é de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período, em caso de necessidade de continuidade das apurações.

Detran – O Departamento de Trânsito do Pará esteve presente, na tarde desta quarta-feira (10), em uma reunião para a definição das estratégias de controle de fluxos e carretas nos portos da capital. O encontro, realizado na Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem), contou com a presença de representantes da Secretaria de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), Sindicato das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Estado do Pará (Sindicarpa), além do promotor de justiça Marco Aurélio Nascimento, representando o Ministério Público do Estado (MPE), e o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.

Foi colocada em discussão a possibilidade de utilização de alguns portos, localizados na região metropolitana de Belém, para o melhor atendimento do fluxo de cargas e pessoas afetadas pela queda na ponte da Alça Viária. A reorganização de grandes vias da cidade também foi colocada em pauta. O resultado dos estudos fará parte de possíveis ações integradas entre prefeitura e governo do Estado, para a melhoria do fluxo na capital durante o período de recuperação.

O Detran informa, ainda, que iniciaram, nesta quarta (10), os trabalhos com o “Posso ajudar?”. São 16 pessoas contratadas para orientar os motoristas em Belém, no início da fila e dentro do porto. Além disso, o órgão registrou uma redução na fila de embarque, que, na terça (9), teve em média 270 veículos; nesta quarta (10), a média foi de 160. A partir desta quinta (11), a previsão é que essa fila caia para uma média de 70 a 80  veículos, o que resultaria numa espera para embarque de 5 horas.

Corpo de Bombeiros – Trinta militares atuaram, pelo quinto dia consecutivo, nas buscas por possíveis vítimas do incidente no rio Moju. Até às 17h30 desta quarta-feira, nada foi encontrado. A Capitania dos Portos segue dando apoio às ações no local.

Polícia Militar – A corporação informa que o esquema de segurança montado, desde segunda, será mantido nos portos, tanto em Belém, quanto em Barcarena. O efetivo total da PM utilizado na operação é de 50 policiais militares.

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