Uma ação conjunta de combate à criminalidade deflagrada nesta sexta-feira (5) pela Delegacia Estadual de Repressão a Conflitos Agrários (DERCA), com apoio de policiais civis das delegacias de Araguaina e Palmeirante e da 7ª Delegacia Regional de Colinas do Tocantins, resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de envolvimento em um homicídio qualificado ocorrido em fazenda na zona rural de Palmeirante, em 6 de fevereiro.

Durante a ação, foram presos temporariamente na cidade de Palmeirante: F.S.S, de 21 anos, F.A.S, de 23 anos, E.S.S, de 39 anos, e W.S.L, de 33 anos. Já no município de Araguaína, os policiais civis efetuaram a prisão de E.V.S, de 55 anos. Conforme o delegado Pedro Ivo, titular da DERCA, as investigações realizadas pela Polícia Civil apontaram que os indivíduos foram os autores do homicídio de Lindomar Cardoso Vieira, de 29 anos, na fazenda em que a vítima trabalhava.  

Ainda de acordo com o delegado, há muitos anos, o local é o centro de um conflito agrário envolvendo o proprietário da fazenda e posseiros, sendo que, no ano passado, os posseiros tiveram de desocupar suas residências por força de decisão judicial em ação de reintegração de posse.

“No decurso das investigações, descobrimos que, inconformados por terem sido expulsos da fazenda, os posseiros montaram acampamento na fazenda vizinha e, no dia do crime, munidos com arma de fogo, invadiram a casa onde Lindomar, seu pai e seu irmão estavam ocupando, mandaram que os três se deitassem no chão e dispararam um tiro nas costas da vítima, que veio a óbito no local, antes de ser socorrido.

Com as prisões, diversas armas de calibres diversos foram encontradas enterradas no acampamento, inclusive a usada no crime e dois dos presos confessaram a participação na ação, indicando quem teria efetuado o disparo, bem como informando os demais participantes.

Após os procedimentos legais cabíveis, quatro suspeitos foram encaminhados à Casa de Prisão Provisória de Araguaína e uma mulher foi recolhida à Cadeia Pública Feminina de Babaçulândia, onde ficarão à disposição da Justiça. As prisões têm prazo de 30 dias, período esse em que as investigações devem se encerrar, conforme informação do delegado titular da DERCA.

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