A balsa com equipamentos da Piacentini do Brasil, empresa italiana, com expertise em construções marítimas e fluviais, chegou ao local do desmoronamento da ponte do rio Mojú, no quilometro 48 da Alça Viária, nesta quarta-feira (10), por volta de 15h, mas seu corpo de engenharia decidiu iniciar a movimentação dos destroços da embarcação e de quase 3 mil toneladas de escombros somente no dia seguinte, em função da maré alta.

O engenheiro Rodrigo Messa, da Piacentini do Brasil, detalhou que a primeira movimentação será da balsa, que está em cima de parte dos escombros da ponte. “Faremos a movimentação com a retroescavadeira, assim como, do concreto e do ferro da ponte, que serão cortados com fio diamantado para serem retirados com maior segurança do rio”, disse.

O titular da Secretaria de Estado de Transportes, Pádua Andrade, acompanhou o início da operação no local do acidente. Ele destacou que, nessa primeira fase dos trabalhos de remoção dos escombros e destroços, esse material não será retirado do rio, mas apenas afastado para área fora do canteiro da obra, onde será instalado o novo pilar central da ponte.

“O objetivo maior é garantir celeridade da reconstrução dos 268 metros de ponte que foram destruídos pelo choque com a balsa. Posteriormente, os entulhos e destroços serão retirados de forma definitiva do rio Moju”, pontuou o secretário. A retirada total dos destroços da ponte do rio deve ocorrer em um prazo máximo de seis meses.

Segundo o professor da Universidade de São Paulo, Pedro Afonso Oliveira, que presta consultoria ao Estado no projeto de reconstrução da estrutura, para dar celeridade às obras, enquanto a operação de retirada dos escombros ocorre no rio Moju, paralelamente, em Belém, as peças da nova ponte começam a ser confeccionadas. “Vamos trabalhar em várias frentes com o objetivo de reconstruir a ponte dentro do novo projeto, que, agora, terá apenas um pilar central, com dois vãos de 134 metros cada um. Isso vai facilitar a navegação na área”, detalhou.

Até esta sexta-feira (12), deve chegar a segunda balsa da empresa, com mais equipamentos, que vai auxiliar no içamento dos destroços.

Transbordo – Para  reduzir ao máximo os impactos com a interdição para obras de reconstrução da ponte rio Moju, a Secretaria de Estado de Transportes (Setran) reforçou os trabalhos de manutenção e conservação na vicinal Quilombola, rodovia Perna Sul e PA-252. Somente na PA-252 são quatro frentes de trabalho. Nesta quarta-feira (10), foram construídos dois desvios, no KM-37 e KM-43, que estavam com grandes atoleiros. A pista também recebeu revestimento com seixo e terraplanagem. São 28 máquinas trabalhando na PA-252, em três turnos. As equipes estão a postos dia e noite para melhorar as condições de trafegabilidade da PA-252. Na vicinal Quilombola a terraplanagem melhorou bastante as condições de trafegabilidade. As máquinas trabalham, agora, para aumentar a largura da pista.

Os trabalhos de construção das duas rampas para as balsas fazerem a travessia dos veículos pelo rio Moju também estão acelerados, com equipes atuando em três turnos. (Kátia Aguiar/Foto: Maycon Nunes)

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