Estudantes e educadores do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Tocantins (IFTO), campus Araguatins, no Bico do Papagaio, realizaram manifestação contra o bloqueio de recursos para educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC).

A manifestação, faz parte de uma ação contra o bloqueio de verbas da educação e contra a reforma da previdência declarada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.

Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não deverão ser afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.
 
Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.

Durante o ato, os manifestantes se reuniram na Praça da Rodoviária e percorreram ruas da cidade com faixas, cartazes e palavras de ordem. Os educadores e alunos temem que o corte de verba invibialize o progresso do ensino público. 

Eles temem ainda que as universidades e institutos não tenham condições de funcionar após o mês de agosto.

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