O caldo engrossou em Serra Pelada. Cerca de mil moradores e garimpeiros insatisfeitos com os atos ali praticados pela COOMIGASP e pela Colossus Minerals paralisaram todo o serviço, colocando os trabalhadores da empresa para correr. O clima é de tensão.

Os garimpeiros e moradores pararam a sonda que fazia pesquisas na área. O equipamento pertence à mineradora canadense Colossus, que recentemente assinou contrato com a Coomigasp, uma das sete cooperativas garimpeiros que possuem direitos de lavra em Serra Pelada. O contrato sofre fortes contestações, inclusive, em nível judiciário.

Segundo fontes presentes ao local, o imbróglio teve início na quinta feira, 17, quando chegaram à vila alguns funcionários com muitas máquinas da empresa e começaram a construir o alojamento para os futuros trabalhadores, que deveriam chegar à área de prospecção.

Os moradores e garimpeiros da vila de Serra Pelada não aceitaram a presença dos mesmos, pois, segundo afirmam a empresa não fez qualquer contato com a comunidade para discutir o inicio das obras.

Sabe-se que a empresa tenta a qualquer preço construir condições para alojar seus funcionários que deverão trabalhar na implantação do projeto, contudo, não considera o grande impacto que isto causará na vida daquela comunidade que, até o presente momento, não sabe o que irá acontecer com as cerca de seis mil pessoas que residem na vila, uma vez que a vila fica exatamente entre o Projeto Serra Pelada (Colossus) e Projeto Serra Leste (CVRD).

Todas estas questões culminaram em mais uma ação daquela comunidade que, neste domingo, resolveu se juntar e parar todas as ações da Colossus na área de Serra Pelada.

Garimpeiros de várias regiões estão se mobilizando para irem dar apoio aos moradores de Serra Pelada. Já nos confirmaram a mobilização garimpeiros das cidades de Redenção, Rondon do Pará, Marabá, Imperatriz, Dom Pedro, entre outras. (Zé Dudu)

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