Com investimento em torno de R$ 100 milhões, deve ser iniciada no segundo semestre, em Porto Nacional, a 66 quilômetros de Palmas, uma base para exportação de etanol. A obra, que será construída pela Petrobras, pretende trabalhar também com diesel, gasolina e outros produtos, que deverão ser exportados do Tocantins para outras regiões. O projeto logístico espera movimentar até 300 mil litros de etanol por ano. A informação é do gerente executivo de Logística e Suprimento da BR Distribuidora, Sérgio Barbosa da Silveira, em palestra proferida no 19° Encontro sobre o Corredor Centro-Norte e o Tocantins, realizado ontem em Palmas.

Em entrevista ao Jornal do Tocantins, Silveira destacou que esse investimento não é voltado somente para o álcool. Segundo ele, a Petrobras está desenvolvendo um projeto logístico que envolve todo o abastecimento do centro do País, ou seja, a empresa pretende interiorizar também a distribuição de diesel e a gasolina, via cabotagem, com uma ponta em Porto Nacional e a outra em São Luís (MA), utilizando a Ferrovia Norte-Sul.

“Nós vamos construir uma base nova em Porto Nacional, que já foi aprovada e está em licitação. A produção de etanol de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul deve ser canalizada para essa nova base e daqui seguir para parte do Nordeste e também da Região Norte, com o suprimento de etanol nos postos”, explicou Silveira.

Licitações

Em relação ao início das obras, o gerente informou que vai depender da licitação do terreno, que está sendo realizada pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. e, tão logo seja concluída, a Petrobras deve iniciar um novo processo licitatório para a construção dessa base, que deve demorar aproximadamente 30 meses para entrar em operação.

“O projeto de interiorizarão de combustível vai eliminar o grande consumo que tem hoje de óleo diesel via transporte rodoviário e queremos com isso moldar e intensificar os modais ferroviário e hidroviário no Estado. A partir deste momento vamos reduzir emissões, riscos de acidentes e custos logísticos. Desta forma, o produto chegará mais barato para o cidadão nos postos de combustível”, acrescentou Silveira.

Presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro-Norte (Adecon), Alberto Polo Pereira observou que o encontro de ontem pretendia levantar as reivindicações relacionadas à logística da região. Segundo ele, há apoio governamental e empresários dispostos a investir nesta ideia. (Luana Fernanda – Jornal do Tocantins)

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