Depois de um ano, continua sem solução o caso da morte da dona de casa Isabel Barbosa Pereira, de 34 anos, ocorrido em Xambioá, em junho do ano passado. Familiares, amigos e conhecidos realizaram uma manifestação na cidade pedindo justiça para o caso, cuja autoria já foi identificada, segundo o delegado titular da Delegacia Especializada em Investigação Criminal (DEIC), Evaldo Gomes. Ele acrescenta também que já possui alguns indiciados no crime e que já foram ouvidas nove pessoas desde que o inquérito deu entrada na delegacia, no último dia 9 deste mês. Porém, não divulgou nenhum nome, segundo ele, para preservar a investigação.

De acordo com o delegado, foi pedido no último dia 22 um novo prazo para a conclusão do processo para o juiz substituto de Xambioá, Baldur Rocha Giovannini, mas, segundo Gomes, até ontem, o juiz não teria devolvido os autos. O novo prazo começa a valer a partir da decisão do juiz. O delegado alega que teve pouco tempo para concluir o inquérito que já passou por quatro prorrogações de prazos. Ele revela ainda que o crime pode ter sido encomendado.

Manifestação

Um grupo de parentes e amigos realizou uma celebração no cemitério local e, em seguida, fizeram uma caminhada pelas principais ruas da cidade, parando na frente da Igreja Católica São Miguel Arcanjo de Xambioá, para rezar uma missa de um ano da morte da dona de casa e exigir providências às autoridades para a solução e prisão do criminoso.

Para a irmã da vítima, Simone Barbosa, um ano sem Isabel foi como se fosse uma eternidade. O pai, Adalberto Pereira, diz que espera na justiça dos homens, porque a Deus será feita em breve.

Crime

Isabel morreu no dia 28 de junho de 2009, após sair de uma boate que fica no cais da cidade e de propriedade de sua irmã, por volta das 2 horas da madrugada. Ela foi morta depois de levar várias pancadas na cabeça e arrastada até um lote baldio no centro da cidade, a cerca de 300 metros de sua casa, local onde seu corpo foi encontrado. A dona de casa estava com um pano sobre o corpo, despida e as roupas íntimas jogadas ao lado do corpo. À época, uma representante do Ministério Público Federal (MPF) foi até a cidade para acompanhar as investigações e verificar o local onde a dona de casa teria sido morta. Também naquele período, o procurador regional eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), João Gabriel Morais de Queiroz, demonstrou preocupação com o caso, já que a vítima era esposa de Sérgio Mendes da Silva, peça central na ação de investigação contra o ex-prefeito da cidade, Richard Santiago (PMDB), cassado por compra de votos durante o pleito de 2008. O ex-prefeito negou que tivesse qualquer envolvimento com a morte de Isabel e mostrou interesse que o assassinato fosse desvendado com urgência. (Weberson Dias – Jornal do Tocantins)

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