Boletim divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) registra que as exportações e importações maranhenses mais que dobraram no primeiro semestre de 2010, em comparação com igual período do ano passado. Para a Fiema, os dados confirmam a retomada do crescimento após crise de 2009 e o otimismo do setor.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2010, as exportações e importações registraram os valores de US$ 1.584.073 milhões e US$1.662.202 milhões respectivamente. Desempenho bastante expressivo em relação a 2009, quando as exportações registraram US$ 623.234 e as importações US$ 622.136. O aumento foi de 154,17% e 167,18%, respectivamente. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

“As perspectivas para este segundo semestre são extremamente favoráveis. O otimismo do empresário maranhense, inclusive, está acima do brasileiro”, afirmou o presidente da Fiema, Edilson Baldez.

As perspectivas favoráveis também são puxadas pelo setor de construção civil. Segundo a Sondagem Industrial realizada pela Fiema, o aumento da atividade maranhense foi mais expressivo que o apurado nas construtoras em nível de Brasil. Todas as construtoras maranhenses sondadas, independentemente do porte, obtiveram expansão nos seus níveis de atividade em maio. As empresas registraram o índice recorde de 63,1 pontos, 11,2 pontos acima do resultado de abril.

Ainda segundo o MDIC, a balança comercial maranhense, em junho, registrou déficit US$ -28.664 milhões. As exportações somaram US$ 223.776 milhões e as importações US$ 252.440 milhões.

Os principais produtos exportados permanecem concentrados no minério de ferro não aglomerados (48,90% do total), alumina calcinada (10,85%), minérios de ferro aglomerados (9,77%) outros grãos de soja(8,54%) e ferro fundido bruto não ligado (8,23%). A produção maranhense tem como destinos a China (26,84%), Japão (11,42%), Estados Unidos (8,90%), Itália (5,88%) e Alemanha (5,88%).

Na pauta de importação prevalece o óleo diesel (59,2% do total), outras gasolinas (13,92%), querosenes de aviação (13,80%), coque de petróleo calcinado (1,19%) e arroz semibranqueado (1,09%).

Saldo da balança brasileira recua 43% no 1º semestre

A balança comercial brasileira fechou o primeiro semestre de 2010 com superávit de US$ 7,887 bilhões. O resultado é 43% inferior àquele de mesmo intervalo do ano passado, quando o saldo comercial foi positivo em US$ 13,907 bilhões.

De acordo com dados do governo federal, o superávit comercial registrado no primeiro semestre deste ano é o mais baixo para este período desde 2002 – quando o superávit totalizou US$ 2,587 bilhões. Ou seja, é o menor saldo, para os seis primeiros meses de um ano, de ambos os mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De janeiro a junho deste calendário, as exportações somaram US$ 89,189 bilhões e as importações ficaram em US$ 81,302 bilhões. Um ano antes, totalizaram US$ 69,951 bilhões e US$ 56,044 bilhões, respectivamente.

O primeiro semestre deste ano teve um dia útil a mais do que o de 2009 (123 contra 122), conforme levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Abaixo do esperado

O superávit comercial brasileiro recuou em junho frente ao mês anterior e ficou abaixo do esperado pelo mercado, refletindo uma ligeira retração das exportações, mostraram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta quinta-feira. Com exportações de US$ 17,095 bilhões e importações de US$ 14,817 bilhões, a balança comercial terminou o mês de junho com superávit de US$ 2,278 bilhões.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostraram que houve déficit comercial na penúltima semana do mês passado, formada pelos dias 21 a 27, de US$ 150 milhões. Na semana final do mês, com três dias úteis, as trocas comerciais acabaram superavitárias, em US$ 643 milhões.

Em maio completo, o saldo comercial foi positivo em US$ 3,444 bilhões. Em junho de 2009, o resultado foi ainda mais marcado, de US$ 4,604 bilhões. Vale notar que foram 21 dias úteis tanto no quinto como no sexto mês de 2010.

Bens de consumo

As importações bateram recorde de crescimento para um primeiro semestre, com variação de 43,9% sobre igual período de 2009, somando US$ 81,302 bilhões. Destaque para compras no exterior de bens de consumo, que avançaram 49%, onde os itens de maior procura foram os automóveis (alta de 72,3%), na mesma base de comparação. Combustíveis também pesaram, com expansão de 65,1%.

A aquisição externa de matérias-primas pelas empresas subiu 45,8% atingindo US$ 38 bilhões, ante US$ 25,9 bilhões de igual período anterior. Máquinas e equipamentos para investimentos no parque fabril local também cresceram 26,2%, acumulando US$ 17,7 bilhões no semestre contra US$ 13,9 bilhões no período igual do ano passado. (O Estado do Maranhão)

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