Enquanto em muitos lugares do Estado famílias sofrem com a falta de saneamento básico, outras não se veem mais um dia longe do computador para acessar a internet. De um lado, a educação e o acesso ao ensino superior são ampliados e de outro o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um dos piores e há milhares de pessoas analfabetas. Enquanto a oferta de emprego é cada vez maior, falta mão-de-obra qualificada e o trabalho infantil ainda é uma triste realidade. Essas são algumas das características que fazem do Pará, assim como outros Estados brasileiros, um lugar marcado por contrastes.

O coordenador do escritório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) do Norte, Guilherme Dias, diz que esses contrastes ocorrem no Pará e em todo o País por conta de um modelo de desenvolvimento baseado em políticas públicas planejadas para quatro anos, que acumularam demandas sociais reprimidas por mais de 400 anos. Para o pesquisador, a falta de visão de governos antecessores ao do presidente Luís Inácio Lula da Silva para atrair investimentos para o desenvolvimento nacional e a falta de comunicação entre Estados são algumas das razões para que tantas divergências aconteçam.

“Estas diferenças só vão acabar quando isso for prioridade dos governos. No nosso caso, isso vai depender do governo do Estado. Para o resto do País, o Pará é outro mundo. Falta abertura para outros lugares do Brasil. Falta o Pará se vender”, avalia Dias. Um dos principais fatores responsáveis pelos contrastes do desenvolvimento urbano do Pará foi o intenso êxodo da zona rural para a zona urbana. (Victor Furtado – O Liberal)

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