De janeiro a junho deste ano, já foram registrados 478 casos de dengue em São Luís, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Os números representam uma queda de 33% no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 710 ocorrências.

Um dos fatores para a redução está no trabalho dos agentes de saúde na prevenção da dengue. Mas ainda existem muitos locais na cidade que oferecem condições para a reprodução do mosquito aedes aegypti, transmissor da doença. Um claro exemplo está no Complexo Esportivo do Outeiro da Cruz. Nos corredores há pratos e copos descartáveis cheios d’água. Sujeira que pode contribuir para a procriação de muriçocas e o mosquito transmissor da dengue. Dentro está pior. Nas duas piscinas, há um grande volume de água suja. E o mato esconde cada vez mais o problema.

O problema não é exclusividade do Outeiro da Cruz. Existe em todos os bairros da capital. Os bairros com o maior número de casos notificados este ano foram: Liberdade (10 casos); Conjunto Bequimão (15 casos); Vila Embratel (18 casos); Vila Palmeira (26 casos); Coroadinho (30 casos); São Francisco (49 casos).

De acordo com pesquisadores do Instituto Osvaldo Cruz, do Rio de Janeiro, grandes reservatórios, como caixas d’água, galões e tonéis, muito utilizados na armazenagem de água para uso doméstico, são os locais onde mais o mosquito transmissor da dengue se reproduz. Mas ele também se reproduz em pequenos reservatórios, como vasos de plantas, calhas entupidas, garrafas, lixo a céu aberto, bandejas de ar-condicionado, e até em poço de elevador.

Os ovos do mosquito aedes aegypti são depositados nas paredes do criadouro, bem próximo à superfície da água,  não diretamente sobre o líquido. Por isso é importante lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser descartados, onde os ovos podem permanecer grudados. (G1 TO).

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