Chega ao segundo dia nesta terça-feira (31) a interdição do quilômetro 609 da BR-230, a Transamazônica, no sudoeste do Pará. O protesto é do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que reivindica a retirada de famílias reconhecidas pelo Ibama como afetadas pela usina Belo Monte do lago do bairro Independente 1, em Altamira.

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) negociam a liberação da pista com os manifestantes, que são do mesmo grupo que ocupa há 22 dias a sede do Ibama em Altamira.

De acordo com a PRF, durante a noite, por questões de segurança, o MAB liberou completamente a rodovia. Mas, por volta de 6h, a Transamazônica foi novamente fechada, mas dessa vez os manifestantes impedem somente a passagem os veículos pertencentes à Norte Energia.

A principal é reivindicação diz respeito a um termo de compromisso em que, a princípio, dez famílias do bairro Independente 1 seriam reassentadas provisoriamente com pagamento de aluguel social pela Norte Energia. No entanto, os moradores alegam que atualmente já são 23 as famílias que precisam ser remanejadas.

O Ibama informou que acompanha o processo de licenciamento e que já solicitou o cumprimento das medidas mitigatórias necessárias, que são medidas para minimizar os impactos. Segundo o Ibama, caso as determinações não sejam atendidas, serão adotadas sanções previstas na legislação.

A Norte Energia ainda não se posicionou sobre o caso.

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