Quatro dias após um suposto duplo homícidio durante um voo no Pará, a aeronave de pequeno porte onde os crimes teriam ocorrido continua dentro do rio Jamanxim, área de garimpo de Itaituba, sudoeste do estado, e ainda não foi periciada, de acordo com o Instituto Médico Legal (IML). O órgão informou nesta segunda-feira (2) que um material coletado no avião está sendo analisado e que um laudo da perícia deve sair até quinta-feira (5).

O piloto Sérgio Vanderlei Becker foi liberado na noite de sexta-feira (29) após relatar à polícia ter feito um pouso forçado no rio, por volta de 17h da última quinta-feira (28), depois de testemunhar um assassinato a bordo e de ter ele próprio matado o assassino durante o voo. A polícia apura se a história é verdadeira. Becker, que segundo a Polícia já está na cidade onde mora no Mato Grosso, já foi acusado em 2015 por envolvimento com tráfico internacional de drogas ao ser flagrado transportando de avião com 200 kg de cocaína, também no MT.

Até a noite desta segunda-feira (2), nenhum dos supostos corpos foi encontrado. O piloto Becker alegou que as vítimas caíram em área de mata fechada durante voo, na localidade Jardim de Ouro. A Secretaria de Segurança Pública (Segup) informou que enviou reforços nas buscas em Itaituba com helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp). O Corpo de Bombeiros também participa da ação.

As buscas com o helicóptero da Graesp, que começariam nesta manhã, foram adiadas porque a chegada da aeronave sofreu atraso, e iniciou durante a tarde. De acordo com a Segup, até o momento, nada foi encontrado. As buscas foram suspensas no começo da noite. As atividades devem ser retomadas na manhã de terça-feira (3). (G1)

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